Previdência Privada - Grão

O que é Previdência Privada? Principais Dúvidas

Sem dúvida, a aposentadoria é o sonho de muitas pessoas. E a previdência privada é um caminho para isso. Afinal, quem não quer poder descansar e curtir a velhice com tranquilidade?

Como sabemos, nem todo mundo consegue uma boa aposentadoria pelo INSS. Quer seja por trabalhar informalmente, quer seja por não ter muito tempo de contribuição. Ou ainda por qualquer outro fator.

Além disso, com a reforma da previdência, esse sonho ficou ainda mais distante. Mas, calma, isso não quer dizer que você não poderá se aposentar.

Isso só quer dizer que agora, a sua aposentadoria depende muito mais de você do que do governo.

Nesse sentido, para conseguir ter uma boa renda no futuro, é preciso começar a poupar e investir o quanto antes. 

Então, neste artigo, vamos te explicar por que a previdência privada é uma boa opção e como ela funciona.

Como funciona a previdência privada?

Na previdência privada, você contrata uma corretora de investimentos ou instituição financeira. Assim, ela fica responsável por receber sua aplicação mensal e investir o dinheiro.

No momento em que você assinar o contrato, já saberá quanto tempo precisará investir para receber um valor específico em um prazo também pré-determinado.

Não existe uma idade mínima para começar a receber o benefício da previdência privada. Mas, quanto mais tempo você tem de investimento, mais acumula e mais recebe no resgate.

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Crédito: Pexels

Dessa forma, o ideal é que você avalie qual o seu custo de vida mensal e quanto deseja receber de aposentadoria. 

Assim, é possível escolher um plano que atenda às suas necessidades. Nesse sentido, quanto mais personalizado, com maiores rentabilidades e menores taxas, melhor.

E quanto antes começar a investir, melhor também. Não apenas para conseguir se aposentar mais cedo, mas também para acumular mais.

Além disso, existem duas modalidades: os planos de previdência e os fundos de previdência. Vamos explicá-los a seguir.

Plano de previdência privada

Os planos são, de fato, produtos que os investidores efetivamente adquirem. São como pacotes para a aposentadoria e por isso podem oferecer diversas coisas.

Dentro dessas características do contrato, as instituições financeiras fazem a gestão dos valores aplicados, investindo-os. 

Depois, ao fim do prazo, o investidor passa a receber a renda pré-determinada.

Existem dois tipos de planos de previdência. Os abertos, vendidos pelas instituições financeiras a qualquer pessoa, e os fechados, criados por empresas ou entidades para atender, exclusivamente, aos seus funcionários ou associados.

No entanto, os planos de previdência aberta seguem as regras estabelecidas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados).

Por outro lado, os planos fechados são de responsabilidade da Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar).

Ainda assim, ambos são ligados ao Ministério da Economia e responsáveis pela fiscalização e regulamentação de cada segmento.

Planos abertos: PGBL ou VGBL?

Existem dois tipos diferentes de planos de previdência privada quando se diz respeito à tributação. 

São eles o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre).

Em resumo, a diferença, basicamente, está em como você faz a sua declaração do Imposto de Renda em casa um dos planos.

Ou seja, no PGBL, é possível deduzir as contribuições realizadas no plano da sua renda bruta tributável. Isso dentro do limite de 12% ao ano.

O ponto positivo dele é que o investidor poderá pagar um valor de IR menor a cada ano. E se utilizar essa diferença para aplicar ainda mais no plano, é possível investir mais ao longo da vida. Consequentemente, receber mais no futuro.

Já o ponto negativo desse tipo de plano é que, na hora de resgatar os recursos, o Imposto de Renda incidirá sobre o valor total. Isto é: o principal das contribuições mais os rendimentos.

Em contrapartida, os planos VGBL não incluem esse desconto do IR. No entanto, no resgate, o imposto só incide sobre os rendimentos, e não sobre o valor principal das contribuições, como é feito no PGBL.

Qual escolher?

O plano PGBL é indicado para quem entrega a declaração do Imposto de Renda usando o modelo completo. Ou seja, aproveitando benefícios fiscais.

No entanto, em casos onde o investidor aplica mais do que 12% da sua renda em previdência privada.

Acima desse limite, o PGBL deixa de valer a pena. Afinal, as contribuições não podem ser mais deduzidas da base de cálculo do Imposto de Renda. Então, opte pelo VGBL.

Além disso, os VGBL são indicados para os investidores que fazem a declaração de Imposto de Renda no modelo simplificado.

Planos fechados: BD, CD ou CV?

Enquanto os planos abertos têm o PGBL e o VGBL, os planos fechados têm três modalidades distintas.

O plano Benefício Definido (BD) já define o valor do benefício complementar a ser recebido no momento da adesão. Sendo este vitalício.

Além disso, ele é calculado com base em fórmulas previstas nos regulamentos. E o valor das contribuições pode variar com o passar do tempo.

O segundo tipo é o Contribuição Definida (CD). Como o próprio nome já diz, nele, as contribuições são fixas, não variam ao longo do tempo.

No entanto, o valor do usufruto só é definido no momento quando o investidor começa a pagar. E depende do saldo guardado por ele ao longo do período de acumulação. 

Por fim, temos o plano de Contribuição Variável (CV). Estes mesclam características dos dois anteriores.

Podem ter uma renda vitalícia no período do usufruto, assim como os BD. E, ao mesmo tempo, ter como base as contas individuais, igual nos CD.

Fundos de previdência

Outra modalidade de previdência privada são os fundos de previdência. Qual a diferença? Bom, eles são veículos de investimento em si. 

Em outras palavras, eles não têm todo o plano de benefícios das opções acima. São mais diretos: o investidor guarda o dinheiro diretamente no fundo.

E esse fundo, é como outro fundo de investimento qualquer. Tem um gestor da carteira, que escolhe quais ativos comprar, quais ativos vender e quando.

O período de investimento, no caso dos fundos de previdência, é chamado de acumulação. E o período de resgate em forma de benefício é chamado de usufruto.

Tributação

Na hora de resgatar os recursos do plano de previdência, o investidor precisa pagar Imposto de Renda.

E isso independe de ele decidir sacar tudo de uma só vez, ou receber o benefício mensalmente.

O ponto a se atentar quanto a isso, no entanto, é que existem dois regimes diferentes de tributação. 

Um é com uma tabela progressiva. E o outro, com tabela regressiva. Cabe ao investidor escolher um deles ao contratar o plano.

Tabela progressiva

Esse modelo segue uma lista de alíquotas que aumentam de acordo com o valor recebido. 

Ou seja, investidores com planos de retorno maior pagam mais que investidores de planos mais enxutos. 

As alíquotas variam de zero a 27,5% e são definidas com base na renda total do investidor. O que inclui, além do benefício do plano de previdência, outras fontes de renda.

Tabela Regressiva

Nesse caso, a tabela de IR diminui conforme aumenta o tempo pelo qual o beneficiário recebe seus rendimentos. Nesse caso, o imposto pode chegar a 10%, o que é um ótimo valor de alíquota. 

No entanto, se o beneficiário precisar resgatar o dinheiro muito cedo, pode pagar uma alíquota bem maior que a da tabela progressiva.

Por isso, é preciso ponderar bem na hora de escolher e levar em conta quando você pretende se aposentar.

Confira as alíquotas da tabela regressiva:

Período
do aporte
Alíquota
do IR
até 2 anos35%
de 2 a 4 anos30%
de 4 a 6 anos25%
de 6 a 8 anos20%
de 8 a 10 anos15%
mais de 10 anos10%
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Previdência privada vale a pena?

Ok, mas será que a previdência privada vale a pena mesmo? Ou é melhor fazer outros tipos de investimentos e acumular capital?

Bom, o principal diferencial da previdência privada é que ela é feita exatamente para a aposentadoria. Por isso, ela tem especificidades que outros tipos de investimentos não têm.

Além disso, é um investimento de longo prazo muito seguro. É fácil de contratá-la e ela possui sistema de débito automático, assim você praticamente não tem trabalho nenhum para investir.

Para quem não tem experiência com investimentos, não tem paciência para aprender sobre o assunto e nem tempo para acompanhar rendimentos, é, de fato, a melhor opção.

Hoje, existem no mercado diversas opções de planos de previdência. Elas podem ser adaptadas às necessidades e gostos de cada investidor. O que, com certeza, é uma vantagem.

Benefícios tributários

Outra vantagem dos planos de previdência privada são os benefícios tributários. 

Nos PGBLs, a chance de abater as contribuições na declaração de Imposto de Renda pode fazer uma grande diferença. Isso se o investidor tiver o foco de sempre reaplicar os valores.

Além disso, a tabela regressiva do IR pago na hora do resgate também é uma vantagem. 

As aplicações que superam dez anos de prazo têm alíquota do IR em 10%. Esse valor é o mais baixo entre os investimentos que não são isentos de tributação. Muito bom, não é mesmo?

De olho nas taxas

Um ponto de atenção importante para ter certeza de que o seu plano de previdência privada vale a pena são as taxas. 

Em alguns casos, as taxas de administração e de carregamento podem ser altas. E, no final das contas, isso acaba comendo uma parte dos ganhos

Por isso, na hora de escolher a sua, pesquise bem e compare os serviços de diferentes instituições financeiras.

Tenha certeza de que você terá um bom e justo retorno antes de assinar qualquer contrato.

Simulação da previdência privada

Se você ainda está indeciso sobre qual plano de previdência contratar, calma. É possível fazer uma simulação da previdência privada.

As próprias corretoras e instituições financeiras que oferecem esse tipo de serviço de investimento disponibilizam essa ferramenta.

Faça duas ou mais simulações e compare. Veja quanto cada uma pede de investimento mensal e qual o retorno final.

Também não se esqueça de comparar as taxas, impostos e características específicas de cada plano. E, é claro, de cada instituição.

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Portabilidade da previdência privada

“Já tenho um plano de previdência privada, mas não estou satisfeita com ele. E agora?”

O investidor tem o direito de migrar os recursos da sua previdência para outro plano. Isso sem resgatar, sem pagar Imposto de Renda e nem ter qualquer tipo de custo para isso.

Além disso, a portabilidade da previdência privada pode ser interna, entre planos de uma mesma instituição financeira. Ou externa, de uma instituição para outra. 

Essa é uma decisão para ser tomada avaliando:

  • Características do plano, se têm a ver com o que você precisa;
  • Taxas cobradas, se há uma opção no mercado mais barata;
  • Rentabilidade do plano, caso o novo plano seja mais vantajoso.

Conclusão

Como diz a minha mãe, “o seguro morreu de velho”. Por isso, ter um plano complementar para a aposentadoria é sempre bem-vindo.

Isso não quer dizer que você nunca vai se aposentar pelo INSS. Só quer dizer que você tem uma previdência complementar.

Com as duas rendas, certamente você tem mais chances de ter uma velhice tranquila. Aliás, não necessariamente uma velhice.

Quando você assume as rédeas sobre o seu dinheiro e cria um plano de aposentadoria, você escolhe o momento de se aposentar.

E dependendo do seu poder aquisitivo e da sua disciplina em poupar e investir, isso pode ser o quanto antes.

Por isso, escolha com atenção o seu plano de previdência privada. Não tenha pressa, avalie todas as opções e leia as letrinhas miúdas do contrato. Boa sorte!

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