Rentabilidade: o que é - Grão

O que é Rentabilidade e Como Calcular?

Entenda todos os conceitos sobre Rentabilidade, liquidez e como calcular.

Quando se começa a descobrir o mundo dos investimentos, uma palavrinha certamente se destaca: rentabilidade.

Sabemos que ela tem a ver com renda e, portanto, está atrelada a quanto você ganha periodicamente com a aplicação. Mas, o que ela quer dizer na prática?

Assim, é importante que você saiba como funcionam as regras de rentabilidade de cada investimento. Além disso, também precisa conhecer o cálculo de cada caso.

Por exemplo, muitas ações apenas oferecem lucro através da valorização. Já outras entregam dividendos, que são rendimentos periódicos.

Dessa forma, você precisa levar isso em conta na hora de investir. Afinal, o importante é fazer uma aplicação que tenha a ver com o seu objetivo.

Então, se você quer ter uma renda extra mensal, deve escolher um tipo de investimento. Já para ganhar com valorização rápida, outro tipo. E por aí vai.

Nesse artigo, vamos tirar todas as suas dúvidas sobre rentabilidade financeira. Me acompanhe!

Rentabilidade x rendimento

Muitas pessoas confundem rentabilidade com rendimento. A verdade é que a primeira é o quanto um ativo rende. Ou seja, o quanto ele entrega de retorno, o cálculo por trás disso.

Já o rendimento é esse retorno em si. É o valor que você recebe periodicamente. Em alguns casos, como nas ações, pode ser chamado de dividendo.

Ok, mas por que é importante saber a diferença? Porque a rentabilidade geralmente é fixa, mas o rendimento não.

Se um investimento rende 150% do CDI ao mês, por exemplo, ele sempre vai render o valor correspondente a esse cálculo, mas não necessariamente será o mesmo montante todos os meses, afinal, o valor do CDI varia.

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Crédito: Pexels

Lucratividade

Outro termo muito utilizado é lucratividade. Essa palavrinha significa ganhos excedentes, descontados todos os gastos iniciais.

Ao contrário da rentabilidade, que gera rendimentos periódicos, a lucratividade geralmente está atrelada à revenda.

Por exemplo, vamos supor que você comprou uma ação a R$150. Depois, você a vende, na alta, por R$171. Nesse caso, você teve lucratividade de R$21, ou de 14% (considerando o valor inicial).

Já a rentabilidade é quando você compra um título de R$150 que rende 10% ao ano. No final do primeiro ano, você terá R$165. E no segundo ano, R$181,50. Tudo isso sem ter que retirar o investimento inicial.

Para além da rentabilidade

Lembrete: nem sempre a rentabilidade e o investimento inicial estão disponíveis para resgates a qualquer momento. Ou seja, não dá para resgatar assim que você julgar que já rendeu o quanto queria. 

Além da rentabilidade, é importante se atentar a dois fatores primordiais na hora de investir. A liquidez e o risco.

Atente-se à data de vencimento e conheça a liquidez do ativo antes de comprá-lo. Se você não sabe o que é isso, é possível aprender neste artigo aqui.

Já o risco está diretamente atrelado à rentabilidade ou lucratividade. Ativos de maior risco geralmente dão maior retorno, enquanto os de menor risco entregam um pouco menos.

Por isso, é importante fazer um teste para saber qual o seu apetite de risco e perfil de investidor.

Quais investimentos têm melhor rentabilidade?

Como eu disse, os investimentos com maior rentabilidade são aqueles que apresentam maior risco.

Por isso, ações e investimentos alternativos (que geralmente são feitos por pessoas com alto poder aquisitivo), são os mais rentáveis.

No entanto, é possível ter uma boa rentabilidade diversificando a sua carteira. Para isso, tenha uma quantidade de investimentos mais seguros, em renda fixa.

Uma outra parcela, cujo tamanho deve ser definido de acordo com o seu perfil de investidor, deve ir para a renda variável.

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E dentro da renda variável, também é possível diversificar. Você pode comprar ações de empresas mais consolidadas, que geralmente são mais seguras, e também comprar ações mais ousadas, que podem ter picos de alta.

No caso da renda fixa, avalie o cálculo de rentabilidade oferecido e se ele está favorável ou não com o momento econômico do país.

Já na renda variável, considere a rentabilidade daquela ação nos últimos 12 meses ou até mesmo nos últimos anos. Assim você consegue ter uma boa amostra.

Como calcular a rentabilidade

Para calcular a rentabilidade de investimentos renda fixa, avalie o cálculo oferecido pelo papel. 

Além disso, considere se ele entrega essa rentabilidade mensalmente. Ou se o resgate só pode ser feito no total, semestralmente ou apenas no vencimento.

Também leve em conta alguns fatores:

  • Impostos;
  • Taxas administrativas de intermediadores;
  • Inflação no período do investimento.

Já no caso das ações, conheça a empresa da qual você está comprando o papel. Então, saiba como ela distribui dividendos.

Você também deverá considerar o preço e o valuation dessas ações nos últimos meses e anos, como eu disse. E todas as taxas e impostos, não se esqueça!

Por fim, o cálculo básico de rentabilidade é:

  • Rentabilidade = rendimento descontados impostos e inflação x 100 ÷ valor Investido

Compare esse valor final com o de outras aplicações financeiras similares (mesmo risco e liquidez). Então, escolha a que tiver um número maior.

Rentabilidade é mensal ou anual

Isso varia. Algumas rentabilidades são diárias, outras semanais, mensais ou anuais. Tudo isso é explicado na hora da compra do ativo.

E, mais uma vez, nem sempre você pode resgatar essa rentabilidade a qualquer momento. Por isso, atente-se aos detalhes antes de fazer de fato o investimento.

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Principais investimentos

Agora, separamos os principais investimentos para quem busca rentabilidade. Assim, fica mais fácil para você escolher a melhor opção para você. Confira:

Fundos

Existem muitos fundos de investimentos que entregam boa rentabilidade. Além disso, um benefício é que esses fundos são geridos por especialistas.

É importante se atentar, no entanto, às taxas cobradas. Alguns fundos possuem taxas altíssimas, que acabam comendo toda a sua rentabilidade.

Cada fundo possui uma regra diferente para render. Portanto, pesquise bem antes de comprar.

Faça as contas direitinho antes de investir e avalie também o segmento e a estratégia do fundo.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um dos investimentos mais tradicionais do Brasil. Ele oferece títulos públicos pela internet.

Comprando um, você está basicamente emprestando dinheiro ao governo federal. Então, ao final do período estipulado, o governo devolve o valor investido mais os juros do período.

Dentro do Tesouro Direto, existem títulos com rentabilidades diferentes. Dá só uma olhada:

  • Tesouro Selic: a rentabilidade desse título está ligada à taxa Selic, nossa taxa básica de juros. Ou seja, se a Selic cai, a rentabilidade do Tesouro Selic também cai. E se a taxa sobe, a rentabilidade também aumenta. Como não se sabe exatamente quanto vai receber ao final, ele é chamado de pós-fixado. Por isso, para investir nesse título, é importante estar atento às notícias sobre a Selic e expectativas de mercado;
  • Tesouro Prefixado: a rentabilidade é fixada antecipadamente. Você compra o título já sabendo quanto vai receber no final do prazo. Há também o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, que possui a mesma rentabilidade mas oferece a possibilidade de receber os juros a cada seis meses e não somente ao final do prazo;
  • Tesouro IPCA: a rentabilidade híbrida. Uma parte da rentabilidade é fixa e uma parte, que é a baseada no IPCA, índice que mede a inflação, é variável. Você também encontra uma opção que possibilita resgate semestral dos juros desse título. No caso, o Tesouro IPCA com Juros Semestrais.

Rentabilidade poupança

A rentabilidade da poupança também está atrelada à Selic. No entanto, ela rende apenas 70% da Selic atualmente. 

E como a Selic está muito baixa, a rentabilidade da poupança também está desanimadora.

Além disso, a poupança não é indexada a nenhum índice de inflação. O que faz que, com a baixa rentabilidade e nenhuma proteção inflacionária, você corra riscos de perder dinheiro ao longo do tempo.

Outro ponto de atenção é que a rentabilidade da poupança é mensal. Dessa forma, se você retirar o dinheiro antes do aniversário de um mês do seu depósito, vai perder a rentabilidade.

Péssimo negócio, não é mesmo? Por isso indicamos que você conheça outras opções mais favoráveis no nosso App Grão. Ele está disponível para Android e para iOS.

Rentabilidade CDI

O CDI é uma sigla para Certificado de Depósito Interbancário. Ou seja, é um título de dívida com banco. 

Você está emprestando o seu dinheiro à instituição, que por outro lado recebe juros de empréstimos de clientes.

O CDI é medido pela Taxa DI, que pode ser acompanhada na página da B3, a nossa bolsa de valores.

Esse rendimento é diário. A Taxa DI é calculada todos os dias pela Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados (Cetip).

Sabendo o valor da taxa, então é só calculá-la em cima do seu montante investido.

Conclusão

Em resumo, a rentabilidade é um fator muito importante a ser levado em conta na hora de fazer um investimento.

Dessa forma, escolher um ativo com boa rentabilidade pode te garantir tranquilidade para ter uma renda extra. Ou para juntar um bom montante para o seu futuro.

No entanto, jamais se esqueça que nada nesse mundo é de graça. Se um ativo te oferece uma rentabilidade alta demais, desconfie.

Geralmente, isso está associado a um alto risco e baixa liquidez. Avalie tudo com muita atenção.

Além disso, lembre-se de sempre investir em plataformas confiáveis, como a nossa da Grão. Afinal, golpistas que oferecem rentabilidades milagrosas estão por todos os cantos.

Com todas as considerações e os cálculos feitos, invista bem! Boa sorte.

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