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Inflação: O que ela é e como funciona

#graoexplica por Equipe Grão - 21 de Julho de 2020 - tempo estimado de leitura:

O que geralmente acontece com o preço da gasolina com o passar dos meses/anos? Sobe, não é mesmo? Ah, sim, algumas vezes ele recua também. Quando o preço aumenta, dizemos que houve inflação. E se ele cai, deflação.

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Tecnicamente falando, inflação é um termo econômico que trata do aumento geral de preços dos produtos e serviços. A elevação no preço de um produto influencia o custo de vida da população e nossa história é um prato cheio para falar sobre isso.

Em tempos normais, falar sobre a inflação não precisa ser tão complicado, afinal de contas os preços dos produtos sobem, mas há reposição na perda de poder de compra com dissídios e reajustes nos salários.

O problema é quando essa lógica não funciona bem, ou seja, quando os preços disparam e o custo de vida se eleva demais e de forma muito rápida. Os reajustes no lado da renda não acontecem rapidamente, e esse descompasso pode trazer problemas.

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Inflação no Brasil e o Plano Real

Se você é jovem e tem menos de 30 anos, provavelmente não se lembra de nenhuma outra moeda que não seja o Real que está na sua carteira. Acontece que nossa moeda, assim como você, tem pouca idade: seu esboço surgiu em 1993, passando a existir oficialmente a partir de 1994.

Acredite se quiser, mas a inflação de 1993 chegou a incríveis 2.477%. Isso significa que, em média, os preços dos produtos e serviços aumentaram 2.477% no ano de 1993. Não parece uma loucura? E era mesmo! Para efeito de comparação, em 2019 os preços se elevaram “apenas” 4,31%.

Naquele Brasil da chamada hiperinflação, os preços dos produtos eram reajustados todo santo dia. O “remarcador de preços” era o profissional mais requisitado nos supermercados. Pegue o tomate, por exemplo. Em 1993, seu preço chegou a subir 4.492%. Em 2019, o preço médio do tomate caiu 30,45%. Quanta mudança, hein?

Como a inflação mexe com a sua vida?

 O efeito prático mais óbvio da inflação é a perda de valor do dinheiro que está na sua carteira. Pense na nota de R$ 100,00. O que você conseguia comprar com ela há cinco anos? Consegue se lembrar? Será que você compra a mesma coisa (na mesma quantidade) hoje? Provavelmente não.

Felizmente, hoje não vivemos a hiperinflação mencionada no item anterior, o que significa que é mais fácil se planejar e lidar com a variação nos preços. Ainda assim, a inflação distorce os preços e exige que façamos ajustes no padrão de vida para poder comprar produtos e lidar com nossas necessidades de consumo.

A inflação, portanto, tem um papel direto em nossa vida: o quanto pagamos por determinados produtos e serviços tem a ver com a evolução de seus preços. Se o seu salário (ou renda) aumentou mais do que a inflação, você passou a ter maior poder de compra. A inflação não será um problema.

Imagine que um item que custava R$ 10,00 há dez anos, agora custe R$ 20,00. O item dobrou de preço. Se a sua renda hoje for o dobro da de dez anos atrás, você segue sendo capaz de comprar praticamente as mesmas coisas, mesmo que a preços nominais mais elevados.

Mas se a sua renda não dobrou no período, você pode ter dificuldades e agora entende que parte da situação se explica porque determinados itens podem ter ficado mais caros em uma velocidade maior que a da correção de suas receitas.

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O que causa a inflação?

A inflação pode ter causas distintas e até mesmo complementares, com algumas delas sendo recorrentes (e persistentes) quando a economia do país patina por muito tempo e/ou tem breves períodos de crescimento seguidos de diminuição na atividade econômica ou até mesmo recessão.

Algumas causas de inflação:

Relação entre oferta e demanda

Se a procura por um determinado produto (ou serviço) é muito maior do que a oferta dele no mercado, seu preço tende a aumentar. A lógica é simples: quando muita gente quer o produto e ele não é encontrado com facilidade, tais consumidores se dispõem naturalmente a pagar mais por ele. O preço sobe.

O contrário também é verdadeiro: se a oferta do produto é maior do que a demanda por ele, ou seja, pouca gente quer algo que pode ser encontrado com facilidade, então seu preço tende a cair – tudo para que o produto passe a ser mais atrativo pelo bolso do que pelas próprias características.

Os alimentos costumam ser o exemplo clássico para enxergar a chamada lei da oferta e procura em ação. A produção depende de muitos fatores, alguns deles não controláveis, como o clima, o que faz com que a oferta possa sofrer mudanças. Um mercado inundado de tomates, como aconteceu em 2019, com certeza verá seus preços caírem.

Aumento dos custos de produção

Pense um pouco nos produtos que você consome ou que tenha comprador nas últimas semanas. Alguns deles precisam de matéria-prima e o custo de produção pode variar por conta disso, bem como por conta de situações específicas da economia (aumento de salários, impostos etc.).

A mudança nos custos de produção acaba repassada ao consumidor na forma de preços mais caros dos produtos. O pão nosso de cada dia usa o trigo como matéria-prima, e este sofre variações constantes de preço, inclusive por conta do dólar (temos trigo importado). Com o produto custando mais caro para ser produzido, seu preço final ao consumidor sobe e temos mais inflação.

Emissão de papel-moeda

Situações em que o governo decide imprimir mais dinheiro, literalmente falando, também podem elevar o nível geral de preços. Com mais papel moeda circulando, sobe o volume de dinheiro disponível, o que faz com que ele naturalmente perca valor real. Os preços sobem e a inflação pode inclusive disparar.

Redução da Taxa Selic

Quando a economia está desaquecida e sem reação, o Banco Central (BC) costuma mexer na Taxa Selic para tentar fazer com que as pessoas voltem a consumir. Através do Cômite de Política Monetária, ou Copom, o BC corta a taxa básica de juros (Selic), o que faz com que o custo do dinheiro caia.

Investimentos conservadores ficam menos atrativos ao mesmo tempo em que empréstimos e financiamentos ficam mais baratos. Tudo isso estimula as pessoas a gastarem mais dinheiro com a economia real, o que aumenta a demanda por produtos/serviços e faz, naturalmente, seus preços aumentarem. Selic mais baixa, portanto, tende a elevar a inflação.

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Devo me preocupar tanto com a inflação?

A palavra-chave de uma economia saudável é equilíbrio. Se a inflação está sob controle, dentro da meta enquanto existe crescimento econômico e ganho real do poder de compra, tudo parece bem.

Preços sob controle são importantes para a estabilidade econômica, e isso se traduz em maior facilidade de planejamento por parte da população e em maior confiança para investidores e empresários.

Quanto mais o governo mantém as contas públicas sob controle, melhor para a economia – e, consequentemente, para o nível geral de preços. Medidas populistas neste sentido já se mostraram desastrosas e precisam ser evitadas, e isso é algo que merece nossa atenção, pois somos todos eleitores.

E a deflação?

Deflação é justamente o oposto de inflação. Quando os preços caem, tecnicamente eles atravessam um momento de deflação. À primeira vista, parece desejável viver deflação sempre que possível, afinal os preços dos produtos passariam a ser mais acessíveis. Não é bem assim.

A causa mais comum de uma deflação continuada está no aumento da oferta de produtos, mas sem o acompanhamento da demanda. Ou seja, produtos e serviços em abundância, mas sem consumidores dispostos a pagar por eles. Esse é um quadro típico de crise econômica.

A lógica é simples: consumidores cada vez menos dispostos a consumir, seja porque não têm dinheiro ou porque preferem poupar diante das incertezas, forçam os preços para baixo. Quando a deflação ocorre de forma pontual e não duradoura, ela não é tão impactante para a economia do país.

O Brasil não é exatamente um país onde a deflação acontece de forma recorrente. Tivemos momentos únicos em que ela surgiu, como em 1930, decorrente do Crash da economia norte-americana, e em certos meses de vários outros anos. O período de 2020 pode apresentar sinais neste sentido.

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Foto de Andrea Piacquadio no Pexels

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