Aposentadoria financeira - Grão

6 Dicas para Planejar a Aposentadoria

Reunimos 6 dicas práticas para você começar a sua aposentadoria financeira agora mesmo.

Planejar a sua aposentadoria financeira é, talvez, uma das tarefas mais importantes do seu orçamento.

Afinal de contas, antigamente, muitas pessoas acabavam dependendo do INSS para isso. Mas hoje, com a reforma da previdência, ficou mais difícil garantir um bom salário por meio do benefício.

E acima de tudo, falamos muito sobre independência financeira aqui. Então, nada melhor do que escolher você mesmo o momento em que deseja parar de trabalhar, não é mesmo?

Por isso, separamos algumas dicas para que você tire de letra na hora de planejar um futuro tranquilo.

1. Comece a planejar a aposentadoria financeira cedo

Em primeiro lugar, é preciso incluir a aposentadoria no seu planejamento financeiro. Independente do tipo de investimento que você escolher para isso.

Além disso, você precisa entender que, todos os meses, deverá poupar uma quantia para colocar na sua reserva de aposentadoria.

E quanto mais cedo você fizer isso, mais conseguirá investir. Como resultado, mais dinheiro você terá para garantir um bom futuro.

Afinal, como sabemos, tempo é dinheiro. E por isso muitos investimentos de longo prazo garantem uma rentabilidade maior.

2. Saiba quanto você precisa exatamente para se aposentar

De fato, o ideal é que você avalie quanto de dinheiro por mês você precisa para pagar todas as suas contas e gastos.

Ou seja, se você tem uma família que depende de você, não esqueça de incluir o gasto de todos os dependentes na conta também.

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Por exemplo, vamos supor que esse valor seja de R$4.000,00 por mês. Assim, o seu plano de aposentadoria deve considerar que você precisará receber esse valor todos os meses.

Em seguida, faça contas sobre os investimentos que você pode fazer. Vamos recomendar algumas opções mais abaixo.

De acordo com a rentabilidade de cada um e a idade com a qual você presente se aposentar, determine quanto você precisa investir todos os meses.

A ideia é que o montante que você tiver ao final do seu plano de aposentadoria seja o suficiente para, reaplicado em um investimento, render R$ 4.000,00 todos os meses.

3. Nada de depender do INSS

Agora que você já sabe quanto precisará por mês para aposentar, provavelmente se deu conta de que dificilmente a aposentadoria do INSS vai te pagar isso. Não é mesmo? 

Por isso, é importante saber as regras do Instituto e definir planos alternativos ou complementares à aposentadoria tradicional.

A Reforma da Previdência aprovada em 2020 mudou algumas regras para a aposentadoria pelo INSS. 

Na verdade, praticamente todas as regras: idade mínima, tempo de contribuição, contribuição mensal e cálculo da aposentadoria a ser recebida.

Saiba como ficou cada uma dessas questões:

Idade mínima

Antes da reforma, a idade mínima para trabalhadores do setor público e privado era de 65 anos para homens e 60 para mulheres. 

Hoje, ela mudou para mulheres, que só podem se aposentar a partir dos 62 anos.

Lembrando que existem exceções para alguns tipos de trabalhadores. São eles:

  • Trabalhadores rurais: 60 anos para homens e 55 para mulheres;
  • Policiais: 55 anos para homens e mulheres;
  • Professores: 60 anos para homens e 57 para mulheres.

Tempo de contribuição

Antes, o tempo de contribuição para trabalhadores do setor privado era de 15 anos. Tanto para homens, quanto para mulheres.

A pessoa poderia escolher entre se aposentar por idade ou tempo de contribuição. A primeira opção exigia esse tempo mínimo de contribuição de 15 anos.

Já a segunda opção, de se aposentar por tempo de contribuição, abaixo da idade mínima, era válida apenas para trabalhadores que já tivessem contribuído por 30 (mulheres) ou 35 anos (homens) no mínimo.

Após a reforma, mesmo quem já contribuiu pelo tempo mínimo não poderá aposentar-se antes da idade mínima. 

O tempo mínimo de contribuição continua sendo de 15 anos para homens e mulheres. No entanto, os homens que ainda não entraram no mercado de trabalho terão que contribuir por 20 anos a partir de agora.

No setor público, também não é possível mais se aposentar por tempo de contribuição. E o tempo mínimo de contribuição é de 25 anos. Destes, pelo menos 20 no serviço público e cinco no último cargo.

Contribuição mensal

Antes da Reforma da Previdência, a contribuição mensal para o INSS era de 8% a 11% para quem trabalhava no setor privado. Variando de acordo com o salário da pessoa.

Depois da reforma, a contribuição passou a ser de 7,5% a 14%, por faixa de renda. Sendo:

  • 7,5% na parcela de até um salário mínimo;
  • 9% na parcela entre um salário mínimo e R$ 2.000;
  • Valores entre 9% e 14% para parcelas acima de R$ 2.000 de forma progressiva.

Enquanto isso, no setor público, deixam de valer as duas regras vigentes até 2020:

  •  Alíquota efetiva de 11% até o teto do INSS para quem ingressou a partir de 2013;
  • Alíquota de 11% sobre todo o vencimento para quem ingressou antes de 2013.

Hoje, a nova regra estipula alíquotas progressivas de 7,5% até 16,79%. Com exceção daqueles que recebem um salário superior a R$ 39 mil. Estes devem contribuir com uma alíquota superior a 16,79%.

Cálculo de aposentadoria

No setor privado, o cálculo do valor do benefício a ser recebido na aposentadoria pelo INSS levava em consideração o histórico de contribuições do trabalhador.

No entanto, eram descartadas as 20% contribuições menores. E hoje, elas já não são mais excluídas. É considerado todo o histórico.

Além disso, ao atingir o tempo mínimo de contribuição estabelecido, os trabalhadores do regime geral têm direito a 60% do valor do benefício integral de aposentadoria.

E, a cada ano a mais de contribuição, esse percentual sobe 2 pontos. Ou seja, para receber 100% da média das contribuições, é necessário contribuir por 35 anos (mulheres) ou 40 anos (homens).

Com a reforma, o setor público tem o mesmo cálculo que o setor privado. Mas quem ingressou antes de 31 de dezembro de 2003 tem direito a aposentar com o valor do último salário. Valendo a mesma idade mínima.

4. Planeje uma aposentadoria complementar

Como dissemos, uma das alternativas para se garantir uma boa aposentadoria financeira, é justamente não contar somente com o INSS.

Afinal de contas, por possuir um piso e um teto salarial, esse tipo de aposentadoria é limitada. E você não quer ficar restrita às possibilidades do governo, não é mesmo?

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Outro ponto importante é poder escolher a idade com a qual você quer parar de trabalhar. Principalmente se levarmos em conta que algumas pessoas começam muito mais cedo que outras.

Claro que se você trabalha no regime CLT, terá direito a esse tipo de aposentadoria pelo Estado e não deve abrir mão dela.

No entanto, é possível fazer um plano de aposentadoria complementar. E existem algumas opções para isso. Apresentaremos algumas delas nos próximos intertítulos.

Mas, antes de escolher, você precisa reunir todas as informações adquiridas a partir das dicas anteriores. 

Utilize-as para traçar um plano eficiente e escolher o investimento ideal. Conheça as suas limitações e também possíveis rendas extras.

Com tudo isso em mente, escolha uma das opções a seguir.

5. A previdência privada pode ser uma boa opção

A previdência privada é a opção mais procurada pelos brasileiros que desejam fazer um plano de aposentadoria financeira. Fora o INSS, é claro.

Ela é uma opção interessante porque conta com o aporte automático, descontando o valor mensal de investimento diretamente da sua conta bancária. 

Além disso, é possível contratar esse tipo de previdência no próprio banco. E existem diferentes planos de previdência privada, o que amplia o seu leque de possibilidades.

O plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), por exemplo, é um plano indicado para quem é isento ou faz a declaração do Imposto de Renda (IR) de forma simplificada. 

Já o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é ideal para quem preenche o formulário completo do IR.

Além disso, ainda é possível escolher qual o regime tributário de cada um dos planos. 

A tributação pode ser regressiva, quando a alíquota diminui ao longo do tempo. Ou progressiva, quando a tributação aumenta conforme o valor.

No entanto, lembre-se de ler atentamente ao contrato e tirar todas as suas dúvidas com o gerente antes de assinar o seu plano de previdência privada.

6. Investimentos em renda fixa também podem gerar uma aposentadoria financeira segura

Além da previdência privada, é possível fazer investimentos de longo prazo em renda fixa. Isso porque esses são investimentos mais seguros e sem muitas surpresas.

Já falamos sobre eles algumas vezes aqui na Grão. Você pode pesquisar melhor cada um deles antes de escolher o que faz mais sentido para você.

O Tesouro Direto é um dos mais comuns. Ele possui investimentos em títulos públicos e pode gerar boa rentabilidade com um risco extremamente baixo.

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Seu rendimento tem como base a taxa de juros brasileira, também conhecida como Selic. E alguns títulos são atrelados ao IPCA, o índice nacional da inflação.

Se pensarmos em longo prazo, proteger os seus investimentos da inflação é um ótimo negócio. Por isso, indicamos o Tesouro IPCA para o plano de aposentadoria financeira. 

São investimentos em renda fixa também os CDBs, LCIs e LCAs. No entanto, eles são títulos de dívida de bancos. E não do governo.

Você também pode investir na Bolsa de Valores, é claro. Mas lembramos que esse é um investimento de risco.

Por isso, a não ser que você seja um investidor muito agressivo e profissional, é melhor utilizar investimentos mais seguros para a sua aposentadoria.

Conclusão

Como dizem as mães: é melhor prevenir do que remediar. E no caso da sua aposentadoria financeira, certamente você não vai querer ter dor de cabeça, certo?

Afinal de contas, se aposentar tem a ver com descansar, relaxar e curtir a vida. Nada mais justo depois de uma vida de trabalho.

Por isso, planeje a sua aposentadoria com atenção e dedique-se a realmente poupar com regularidade.

Trace metas e saiba qual o estilo de vida que você quer manter na velhice. E, principalmente, quanto ele custa.

Tenho certeza que o seu “eu do futuro” vai te agradecer muito pela atitude que você pode começar a ter hoje. Boa sorte!

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