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O que é liquidez financeira e como funciona?

Entenda tudo sobre como funciona a liquidez financeira. Lucro, aplicações, resgate entre outras dúvidas.

Um erro que muitas pessoas cometem na hora de investir é não prestar atenção na liquidez do ativo escolhido. Até porque, muita gente nem sabe o que essa palavra significa.

O problema é que isso pode fazer com que você tenha problemas na hora de resgatar o seu dinheiro. 

Por isso, separamos neste artigo um guia completo para entender o que é a liquidez e como você deve levá-la em consideração na hora de escolher um investimento.

Afinal, o que é liquidez?

A liquidez é, basicamente, a facilidade e/ou velocidade com a qual você consegue pegar de volta o dinheiro aplicado em um investimento.

Por exemplo, vamos supor que você invista o seu dinheiro em um apartamento. Caso precise desse dinheiro de volta, terá que vendê-lo, certo?

Acontece que, para vender um apartamento, dependendo de fatores como localização, momento de mercado, entre outros, pode levar bastante tempo. 

E em muitos casos, você pode ter que vender o seu imóvel mais barato, perdendo dinheiro. 

Em resumo: se você tem uma emergência e só tem o dinheiro desse apartamento para te salvar nesse momento de necessidade, certamente vai ficar na mão.

Isso porque os imóveis são investimentos de baixa liquidez. Ou seja, difíceis de serem transformados em dinheiro rapidamente.

Por outro lado, se você coloca o seu dinheiro na Grão, ele pode ser retirado a qualquer momento. O que faz da Grão um investimento de alta liquidez.

Mas, entenda: isso não quer dizer que guardar o seu dinheiro na Grão é melhor do que comprar um apartamento. 

Existem diversos fatores a serem considerados na hora de fazer uma escolha de investimento, por isso, vamos com calma. Eu te mostro o caminho a seguir.

Diferença entre liquidez e rentabilidade

Fazer um investimento, ao contrário do que muita gente pensa, não é só colocar o dinheiro em uma aplicação e esperar ele render.

Cada tipo de investimento tem suas especificidades e, infelizmente, como tudo nessa vida, não se pode ter tudo.

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Crédito: Pexels

Um exemplo disso é a relação entre liquidez e rentabilidade. Na maioria dos casos, quanto maior a liquidez de um ativo, menor é a sua rentabilidade, e vice e versa.

Ou seja, ao escolher um investimento em que você pode retirar o dinheiro a qualquer momento, você estará abrindo mão de ter uma rentabilidade maior.

Ao mesmo tempo, se a sua prioridade é ter uma rentabilidade maior, terá que deixar o seu dinheiro “paradinho” por mais tempo para que ele cresça.

E mais: caso você encontre um investimento que tenha alta rentabilidade e alta liquidez, preste atenção, pois provavelmente ele terá também um alto risco.

Afinal de contas, como eu disse, tudo nesse mundo é um jogo de escolhas. Você terá que abrir mão de alguma coisa para ter outra.

No caso dos investimentos, essa coisa pode ser a liquidez, a possibilidade de obter lucros mais altos, ou a segurança.

Como acabar com o risco de liquidez?

O risco de liquidez é justamente o risco de não conseguir obter o seu dinheiro de volta com a velocidade necessária. Ou, ao conseguir, ter que abrir mão da rentabilidade para isso.

Um terceiro caso é ainda pior: você pode correr o risco de sair no prejuízo. O que pode acontecer caso você tenha que vender o ativo por menos do que o valor pelo qual o comprou.

Mas, calma, existe uma saída para isso. A melhor forma de acabar com o risco de liquidez é diversificando os seus investimentos.

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Componha a sua carteira com ativos de alta e baixa liquidez. Sendo que os de alta são aqueles que possuem maior facilidade para resgates; e os de baixa aqueles que são mais difíceis de resgatar.

Para isso, leve em consideração o motivo pelo qual você está criando cada um desses investimentos. 

Assim, além de se proteger contra o risco de liquidez, você não precisará abrir mão da rentabilidade. Olha só:

  • Para objetivos de longo prazo, como aposentadoria e compra da casa própria, você pode utilizar ativos que tenham menor liquidez e maior rentabilidade;
  • Já para os objetivos de curto prazo, como reservas de emergência, invista em opções de alta liquidez, abrindo mão de retornos financeiros maiores.

Qual investimento escolher então?

Se você tem um objetivo de curto prazo e portanto precisa de alta liquidez, pesquise sobre:

  • Tesouro Selic;
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCIs);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs);
  • Certificados de Depósito Bancário (CDBs);
  • Fundos DI;
  • Fundos multimercado.

Esses investimentos geralmente oferecem alta liquidez e têm uma rentabilidade considerável. 

Ao contrário da poupança, que, apesar de ter boa liquidez, não oferece rendimentos competitivos com outros produtos do mercado financeiro.

Mas, lembre-se: cada investimento tem as suas especificidades. Antes de comprar, verifique quais são as datas mínimas de resgate e como esse resgate funcione.

Agora, se o seu objetivo é de longo prazo, você pode apostar em investimentos de baixa liquidez que entreguem melhor rentabilidade.

Nesse sentido, existem diversas opções. Você pode investir em:

  • Ações que entreguem bons dividendos;
  • Fundos imobiliários;
  • Previdência privada.

Pontos de atenção

Vale lembrar que, além do fator liquidez, você deve prestar atenção se essa liquidez está atrelada a algum risco de perda de dinheiro.

Por exemplo, a liquidez de ações é diária. Mas leva dois dias para receber o valor. Você pode vender a qualquer momento. No entanto, se você precisar vender em um momento onde ela está em baixa, pode perder dinheiro.

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O mesmo vale para a liquidez monetária. Se você investir em dólar, por exemplo, terá facilidade para vendê-lo, mas isso não quer dizer que você terá, necessariamente, um lucro dessa operação. 

Na verdade, se a moeda estiver valendo menos do que quando você comprou, você pode sair perdendo.

E no caso da liquidez da poupança, se você tirar o seu dinheiro antes do aniversário, ou seja, antes de completar 1 mês, você perde a rentabilidade daquele mês.

Aplicar na poupança vale a pena?

Atente-se ao contrato

Outra coisa que pode fazer você perder dinheiro na hora do resgate é não prestar atenção nas especificidades do seu contrato. 

No caso de títulos do tesouro, letras de crédito, entre outros, geralmente são especificados as formas e prazos de resgate, que podem ser específicos para cada papel.

Por isso, na hora de aplicar seu dinheiro em qualquer ativo, atente-se a algumas especificidades do contrato:

  • Carência: período em que você não pode sacar o seu dinheiro;
  • Vencimento: período que você deve deixar o dinheiro investido para ter o rendimento prometido na compra;
  • Prazo de resgate: período entre a solicitação do resgate e o recebimento do dinheiro.

Liquidez diária

Investimentos de liquidez diária são aqueles em que você tem o seu dinheiro de volta no mesmo dia em que solicita o resgate.

Eles são ideais para reservas de emergência, por exemplo. Afinal, caso aconteça algo e você precise de dinheiro imediatamente, esse tipo de investimento te garante isso.

Atente-se apenas se essa liquidez diária não está atrelada a perda de rentabilidade, ok? O ideal é procurar por ativos que ofereçam rentabilidade diária também.

Liquidez geral

O indicador de liquidez geral mede as competências de uma empresa no médio e longo prazo. 

Em outras palavras, ele mostra a capacidade que uma empresa tem de honrar com as suas obrigações de curto e longo prazo. Se ela tem uma boa relação entre capital e dívidas.

É um importante indicador para quem investe em ações. Se esse é o seu caso, atente-se também à: liquidez corrente, liquidez imediata e a liquidez seca.

Juntos, esses indicadores compõem os chamados Indicadores de Liquidez

Conclusão

Montar uma boa carteira de investimentos é como montar um prato de refeição balanceado. 

Assim como um alimento oferece mais de um nutriente e menos de outro, os investimentos também têm pontos positivos e negativos.

Se comer muito só de um alimento, provavelmente você terá problemas de saúde. E se tiver só um tipo de investimento, não conseguirá atender a todas as suas necessidades financeiras.

Por isso, você precisa diversificar. Organize suas finanças e trace objetivos de curto, médio e longo prazo. 

Equilibre sua carteira com investimentos específicos para cada uma dessas metas. Leve em consideração não só a liquidez, mas também a rentabilidade e a segurança.

Por fim, com um bom planejamento, você conseguirá utilizar o seu dinheiro a seu favor. Se passar necessidades em casos de emergência, e tendo bons lucros para realizar sonhos.

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