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Fundos de previdência de renda fixa: como funcionam e como investir?

Fundos de previdência de renda fixa são geridos por gestoras de investimentos (Foto: Unsplash)
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Os fundos de previdência privada de renda fixa são uma modalidade de investimento que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado financeiro brasileiro. Esses fundos são destinados a quem deseja investir a longo prazo, visando obter uma renda complementar à aposentadoria oferecida pelo INSS.

Neste artigo, vamos explicar o que são os fundos de previdência de renda fixa, como funcionam, quais as diferenças com outros tipos de fundos de previdência e como investir. Veja com mais detalhes a seguir.  

O que são fundos de previdência de renda fixa?

Os fundos de previdência de renda fixa são um tipo de investimento de longo prazo, que visa garantir uma renda futura aos seus investidores. Esses fundos são geridos por profissionais especializados, que investem os recursos dos cotistas em títulos de renda fixa, como tesouro direto, CDBs, LCIs e LCAs, entre outros.

Os fundos de previdência privada de renda fixa são oferecidos por bancos, corretoras e seguradoras, e podem ser contratados por qualquer pessoa que tenha interesse em investir para a aposentadoria. Uma das principais vantagens desses fundos é que eles oferecem uma tributação mais vantajosa do que outros tipos de investimentos de renda fixa, como os CDBs e títulos públicos.

Como funcionam os fundos de previdência de renda fixa?

Os fundos de previdência de renda fixa funcionam de forma semelhante a outros tipos de fundos. O investidor contrata o plano de previdência e o seu dinheiro é aplicado no investimento, comprando cotas que representam uma fração do patrimônio total do fundo. 

Esse dinheiro é então investido em títulos de renda fixa, com o objetivo de garantir uma rentabilidade ao longo do tempo.

Os fundos de previdência de renda fixa podem ser abertos ou fechados. Os fundos abertos permitem a entrada e saída de cotistas a qualquer momento, enquanto os fundos fechados possuem um prazo determinado para a entrada e saída de investidores, além de outras regras específicas que determinam o contrato com a seguradora do plano.

Além disso, ao contratar um plano vinculado ao fundo, você terá que selecionar entre os modelos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) ou VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)

O PGBL é indicado para quem faz a declaração do Imposto de Renda no modelo completo, pois possibilita a dedução de até 12% da renda bruta tributável na declaração do imposto de renda. Já o VGBL é mais vantajoso para quem faz a declaração no modelo simplificado e permite o pagamento de imposto somente sobre os rendimentos no momento do resgate.

Quais ativos podem estar na carteira de um fundo de previdência de renda fixa?

Esse tipo de fundo geralmente investe em uma variedade de ativos de renda fixa, tais como:

  1. Títulos Públicos: são emitidos pelo governo federal e podem ser de curto, médio ou longo prazo. Os mais conhecidos são o Tesouro Selic, o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA +. Os títulos públicos são considerados de baixo risco, pois têm como garantia o Tesouro Nacional.
  2. Títulos Privados: são emitidos por empresas e instituições financeiras, como CDBs (Certificados de Depósito Bancário), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio). Esses títulos podem ter diferentes prazos e taxas de juros, e seu risco pode variar de acordo com a solidez financeira da empresa ou instituição que os emitiu.
  3. Debêntures: são títulos emitidos por empresas não-financeiras de capital aberto ou fechado com o objetivo de captar recursos no mercado de capitais. Funcionam como um empréstimo para a empresa, com prazo e taxa de juros determinados no momento da emissão. O risco das debêntures pode variar de acordo com a solidez financeira da empresa que as emitiu.
  4. Fundos de Investimento: os fundos de previdência privada de renda fixa também podem investir em outros fundos de investimento de renda fixa. Esses fundos são gerenciados por gestores profissionais e podem ter diferentes estratégias de investimento e níveis de risco.
  5. Letras Financeiras: são títulos emitidos por instituições financeiras com prazos que variam de 2 a 10 anos. Podem ter remuneração pré-fixada ou pós-fixada, atrelada a índices como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou a inflação.
  6. Debêntures Incentivadas: são debêntures emitidas por empresas que utilizam os recursos captados para financiar projetos de infraestrutura, como rodovias, portos, aeroportos, entre outros. Esses títulos são isentos de imposto de renda para pessoas físicas.

Esses são apenas alguns exemplos de ativos que podem compor a carteira de um fundo de previdência privada de renda fixa. Cada fundo pode ter uma composição de carteira diferente, de acordo com seus objetivos e estratégias de investimento. É importante ressaltar que, apesar de serem considerados de baixo risco, todos esses ativos possuem um grau de risco e é importante avaliar cuidadosamente antes de investir.

Quais as diferenças com outros tipos de fundos de previdência?

Os fundos de previdência privada de renda fixa se diferenciam de outros tipos de fundos de previdência, como os fundos de previdência privada de renda variável e os fundos de previdência privada multimercado, principalmente pela sua política de investimentos.

Imagem de celular com app Grão aberto para começar a investir na previdência

Enquanto os fundos de previdência privada de renda variável investem em ações e outros ativos de renda variável, que possuem uma maior volatilidade e risco, os

fundos de previdência de renda fixa investem apenas em títulos de renda fixa, que possuem uma rentabilidade mais previsível e estável. Isso significa que esses fundos são mais conservadores e indicados para quem busca segurança e estabilidade em seus investimentos.

Já os fundos de previdência privada mistos combinam investimentos em renda fixa e variável, buscando um equilíbrio entre rentabilidade e segurança. Esses fundos são indicados para quem tem um perfil de investimento moderado, que busca uma rentabilidade um pouco maior sem abrir mão da segurança.

Quais as vantagens de investir em um fundo de previdência em vez de renda fixa diretamente

Investir em um fundo de previdência de renda fixa apresenta diversas vantagens em relação a investir em títulos de renda fixa diretamente. Algumas dessas vantagens incluem:

  1. Diversificação: Os fundos de previdência privada de renda fixa geralmente possuem uma carteira diversificada de ativos, o que reduz o risco de perda em relação a investimentos concentrados em um único título.
  2. Gestão profissional: Os fundos de previdência privada são gerenciados por profissionais experientes, que têm como objetivo maximizar o retorno dos investimentos enquanto gerenciam o risco. Ao investir em um fundo, o investidor não precisa se preocupar com a seleção de títulos individuais ou com a administração da carteira.
  3. Menor valor mínimo de investimento: Em geral, os fundos de previdência privada de renda fixa têm um valor mínimo de investimento mais acessível do que títulos de renda fixa de alto valor nominal, o que permite que investidores com menor capital possam investir em um portfólio diversificado.
  4. Benefícios fiscais: Os fundos de previdência privada oferecem vantagens fiscais, como a possibilidade de dedução de até 12% da renda bruta anual no Imposto de Renda (para planos do tipo PGBL) e a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos do plano até o momento do resgate ou do recebimento de benefícios.
  5. Planejamento financeiro: Os fundos de previdência privada são uma ferramenta importante para o planejamento financeiro de longo prazo, especialmente para a aposentadoria. Eles permitem que o investidor construa um patrimônio sólido e consistente ao longo dos anos, com a possibilidade de resgatar o valor investido no futuro ou receber uma renda mensal vitalícia.

Em resumo, os fundos de previdência de renda fixa oferecem diversas vantagens em relação a investir em títulos de renda fixa diretamente. Eles são uma opção atrativa para investidores que buscam diversificação, gestão profissional, benefícios fiscais e planejamento financeiro de longo prazo.

Como investir em fundos de previdência privada de renda fixa?

Para investir em fundos de previdência privada de renda fixa, é necessário seguir alguns passos simples:

  1. Defina o seu perfil de investidor: Antes de investir em qualquer tipo de fundo, é importante conhecer o seu perfil de investidor. Você é mais conservador ou agressivo? Qual é o seu objetivo financeiro? Responder a essas perguntas vai ajudar a escolher o fundo mais adequado para o seu perfil.
  2. Escolha um fundo: Depois de conhecer o seu perfil de investidor, é hora de escolher um fundo de previdência privada de renda fixa que atenda às suas necessidades. Pesquise os fundos disponíveis no mercado, verifique a reputação da instituição financeira que o administra e avalie o histórico de rentabilidade do fundo.
  3. Abra uma conta em uma instituição financeira: Para investir em um fundo de previdência de renda fixa, é necessário abrir uma conta em uma instituição financeira que ofereça esse tipo de investimento. Bancos, corretoras e seguradoras são alguns dos principais prestadores de serviços nesse segmento.
  4. Faça a aplicação: Depois de escolher o fundo e abrir a conta, basta fazer a aplicação no fundo escolhido. O valor mínimo de investimento varia de acordo com o fundo e a instituição financeira, mas geralmente é baixo, permitindo que qualquer pessoa possa investir em previdência privada.

Conclusão

Os fundos de previdência privada de renda fixa são uma opção de investimento de longo prazo, que pode ser uma alternativa interessante para quem busca uma renda complementar à aposentadoria oferecida pelo INSS. 

Esses fundos oferecem uma tributação mais vantajosa do que outros tipos de investimentos de renda fixa, como os CDBs e as LCIs, e podem ser contratados por qualquer pessoa que tenha interesse em investir para a aposentadoria.

Para investir em fundos de previdência privada de renda fixa, é importante definir o seu perfil de investidor, escolher um fundo que atenda às suas necessidades e abrir uma conta em uma instituição financeira que ofereça esse tipo de investimento.

Em breve a Grão vai lançar um fundo de previdência de renda fixa. O objetivo é atender os investidores com perfil conservador, entregando um produto com menor volatilidade e que possa gerar ganhos de forma recorrente no longo prazo. 

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