Você pode aumentar a restituição do seu Imposto de Renda em 2026! Existem caminhos legais para isso, já que a legislação prevê uma série de situações específicas nas quais um contribuinte tem direito a receber parte do valor pago em imposto de volta.
Para isso, porém, é necessário que você se enquadre devidamente nessas situações, que possa comprová-las e que declare tudo corretamente no sistema do IRPF. Mas não precisa se preocupar: estamos aqui para te ajudar em cada um dos passos dessa tarefa.
Siga com a gente para descobrir:
- O que posso fazer para aumentar minha restituição do Imposto de Renda?
- 8 dicas para aumentar a restituição do Imposto de Renda
- Quem tem direito à restituição do Imposto de Renda?
- O que não fazer para tentar aumentar a restituição do Imposto de Renda?
Spoiler: sabia que investir em Previdência Privada também pode ser uma forma de aumentar a sua restituição? Se esse investimento ainda não faz parte do seu portfólio, no fim deste conteúdo temos uma sugestão imbatível para você começar a investir.
Siga conosco!
O que posso fazer para aumentar minha restituição do Imposto de Renda?
Aproveitar corretamente todas as deduções permitidas por lei é a única maneira de aumentar sua restituição de Imposto de Renda. Isso porque essa restituição acontece somente quando você paga mais imposto do que deveria. Logo, as deduções ajudam justamente a reduzir esse valor devido.
Para aumentar a restituição, portanto, você deve informar na declaração todas as despesas que podem ser abatidas, como:
- Despesas médicas e odontológicas (sem limite, desde que comprovadas);
- Despesas com dependentes;
- Educação (com limite anual por pessoa);
- Contribuições à Previdência Social (INSS);
- Previdência privada do tipo PGBL (respeitando o limite de 12% da renda tributável);
- Pensão alimentícia judicial;
- Doações incentivadas (como fundos da criança, adolescente e idoso).
Atenção: nem toda despesa pode ser deduzida. Gastos com aluguel, livros, materiais escolares e empréstimos, por exemplo, não são dedutíveis, apesar de muita gente acreditar que são.
Além disso, é indispensável que você tenha guardado todos os comprovantes válidos para os valores informados, já que a Receita pode solicitar esses documentos.
8 dicas para aumentar a restituição do Imposto de Renda
Existem formas totalmente legais de aumentar a restituição do Imposto de Renda — e todas passam por um ponto central: declarar corretamente suas informações, dentro das regras da Receita Federal. Isso porque a restituição nada mais é do que a devolução de um valor pago a mais ao longo do ano.
Dá uma olhada nas 8 principais formas para aumentar o valor a ser recebido de volta:
- Inclua dependentes na declaração;
- Declare gastos que você teve com saúde;
- Lance gastos com educação;
- Registre despesas com pensão alimentícia;
- Aproveite doações incentivadas;
- Utilize um plano PGBL de previdência privada;
- Cheque possíveis deduções ligadas à sua atividade profissional;
- Escolha entre declaração completa ou simplificada.
Atenção: cada tipo de despesa tem regras específicas, limites e exigências de comprovação. Por isso, mais importante do que “incluir tudo”, é saber o que pode e como declarar corretamente.
Siga adiante para entender os requisitos de cada uma.
1. Inclua dependentes na declaração
Essa dica é a mais óbvia e muito negligenciada. Afinal, na hora de declarar gastos com terceiros, muitas vezes é preciso recolher comprovantes gerados por eles, e esse simples trabalho costuma ser esquecido. O fato é que declarar todos os gastos com os dependentes ajuda bastante a aumentar a restituição do Imposto de Renda.
Dessa forma, filhos, pais, irmãos, enteados e cônjuges podem ser incluídos no IR, em uma mesma declaração. Desde que não seja ultrapassado, é claro, o limite de R$ 2.275,08 por dependente.
No caso de casais com filhos, a declaração deve ser realizada por apenas um dos entes da família. Se for incluir os pais do declarante com dependentes, isso só será possível se eles tiverem recebido rendimentos, tributáveis ou não, de até R$ 26.963,20 no ano anterior.
Cuidado: nem sempre incluir um dependente é vantajoso, especialmente se ele tiver renda própria. Isso porque todos os rendimentos do dependente passam a ser somados aos seus, o que pode aumentar o imposto devido.
Na dúvida, prefira simular as duas opções (com e sem dependente) antes de enviar a declaração — inclusive, o próprio programa da Receita permite essa comparação, para que você saiba qual é a alternativa mais vantajosa para o seu caso.
2. Declare gastos que você teve com saúde
Nesse caso, não há um limite predeterminado para realizar a declaração. Porém, por conta disso, existe uma análise muito criteriosa feita pela Receita Federal.
Por essa razão, é fundamental guardar todos os comprovantes por até 5 anos, a fim de se prevenir caso haja uma inspeção realizada pelo órgão. Aqui, são considerados os gastos realizados com:
- Atendimentos médicos;
- Consultas com psiquiatras;
- Psicólogos;
- Dentistas;
- Outros profissionais da área.
Por isso, tenha todos os recibos ou notas emitidas por esses consultórios.
Essa é a única maneira de comprovar os gastos com saúde que serão inseridos na ficha Pagamentos Efetuados. Note que a declaração também engloba as despesas com tratamentos e exames, mas não aquelas com medicamentos e testes farmacêuticos.
3. Lance gastos com educação
As despesas com educação podem ser suas ou dos seus dependentes. No segundo caso, porém, existe um limite de valor para cada pessoa, que corresponde a R$ 3.561,50. Essas deduções valem para gastos com colégios e faculdades.
Se o contribuinte faz uma pós-graduação enquanto paga o colégio do filho, por exemplo, poderá deduzir o valor em dobro, ou seja, R$ 7.123,00. Já para cursos de idiomas ou aulas particulares, essas deduções não serão válidas.
Não se esqueça: não só as despesas precisam ser comprovadas, mas o vínculo com cada dependente declarado também.
4. Registre despesas com pensão alimentícia
Realizar a declaração referente aos gastos com pensão alimentícia é outra forma de aumentar a restituição. Nesses casos, porém, o beneficiário da pensão não é considerado dependente (exceto em situações específicas no ano da separação). Ele deve ser informado como alimentando.
Aliás, pagamentos de pensão alimentícia até podem ser deduzidos integralmente, desde que tenham sido definidos por decisão judicial ou escritura pública. Ou seja, pagamentos informais não são aceitos.
5. Aproveite doações incentivadas
A declaração dos gastos com doações será possível nos casos em que o dinheiro for usado para contribuir ativamente com alguma instituição ou fundos atrelados ao governo. Além disso, as doações filantrópicas aprovadas pelo Poder Público também são usadas para abater o Imposto de Renda devido.
Desde que sejam realizadas durante o ano da declaração, as chamadas doações incentivadas podem entrar para o cálculo de dedução do IR. Ainda, pode-se destinar até 6% dos tributos para fundos ou projetos sociais — e esse valor poderá ser deduzido na declaração.
Essa operação ocorre como se a doação fizesse parte de uma parcela do Imposto de Renda pago anteriormente. Assim, quando você faz uma doação incentivada, deixa de pagar o valor da Receita Federal, ou então vai recebê-lo de volta em forma de restituição.
6. Utilize um plano PGBL de previdência privada
Contribuições para previdência privada do tipo PGBL podem ser deduzidas até o limite de 12% da renda tributável anual. Essa é uma das estratégias mais eficientes para quem faz a declaração completa.
Mas atenção: esse benefício não vale para todo mundo. Ele só pode ser usado por quem contribui para o INSS (ou regime próprio, no caso de servidores públicos) e escolhe o modelo completo na declaração do Imposto de Renda.
Além disso, não se trata de uma isenção de imposto, mas de um adiamento. Você paga menos imposto agora, mas esse valor será cobrado no futuro, no momento do resgate ou recebimento. Ou seja, é uma estratégia que permite postergar o pagamento do IR, o que pode ser vantajoso dentro de um bom planejamento financeiro.
Cuidado: essa dedução nem sempre traz vantagem imediata. Se você já estiver na faixa de isenção ou tiver pouca renda tributável, por exemplo, reduzir a base de cálculo pode não gerar restituição relevante (ou até nenhuma). Por isso, o ideal é avaliar sua situação fiscal antes de usar o PGBL como estratégia.
7. Cheque possíveis deduções ligadas à sua atividade profissional
Essa dica é específica para profissionais autônomos e MEIs (microempreendedores individuais). Afinal, esses profissionais também têm o direito à restituição e, nesse caso, entrará na conta os gastos com luz, telefone e até aluguel do escritório.
O prazo para o recebimento da restituição do MEI é mais curto do que o prazo para as demais categorias profissionais: estima-se que ela chegue até 60 dias depois que a declaração é enviada. Quanto ao pedido da restituição, este pode ser feito pelo portal do Simples Nacional.
Importante: os gastos indicados aqui devem ser comprovados. Nossa sugestão é que guarde todos os comprovantes por até 5 anos, já que a Receita pode levar algum tempo até solicitar uma checagem, se necessário.
8. Escolha entre declaração completa ou simplificada
Essa é uma das decisões mais importantes da declaração! O modelo simplificado aplica um desconto padrão de 20% sobre a renda tributável, com teto de R$16.754,34, enquanto o completo permite usar todas as deduções legais.
O completo pode até parecer mais vantajoso à primeira vista, mas isso depende da sua situação. Se você tiver muitas despesas dedutíveis, ele tende a ser a escolha ideal. Agora, se não tiver, optar pelo modelo simplificado faz mais sentido.
E não precisa se preocupar: o próprio sistema da Receita mostra qual tipo de declaração resulta em menor imposto ou maior restituição.
Quem tem direito à restituição do Imposto de Renda?
Tem direito à restituição quem, ao longo do ano, pagou mais imposto do que realmente deveria. Inclusive, isso é bem comum, já que o imposto é retido na fonte (como acontece quando você recebe seu salário, por exemplo), sem considerar todas as despesas e deduções que você só informa na declaração.
Quando você envia a declaração, a Receita refaz esse cálculo com base na sua renda total e nas deduções permitidas. Se o valor pago for maior do que o imposto final devido, você recebe a diferença de volta — essa é a chamada restituição.
A base desse cálculo segue a tabela progressiva mensal do Imposto de Renda, que para o ano-base 2025 é a seguinte:
| Faixa salarial (mensal) | Alíquota |
| Até R$ 2.259,20 | Isento |
| De R$ 2.259,21 até R$ 2.826,65 | 7,5% |
| De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 | 15% |
| De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 | 22,5% |
| Acima de R$ 4.664,68 | 27,5% |
Importante: não é só a sua faixa de renda que define se você vai restituir ou não. O que realmente importa é o resultado final da conta, ou seja: quanto você pagou de imposto ao longo do ano, menos o que você realmente deveria pagar (após as deduções). Se o resultado for positivo, você recebe a restituição.
Dica extra: depois de enviar a declaração, você pode acompanhar se vai receber e em qual lote pelo site da Receita Federal ou pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”, usando seu CPF e data de nascimento.
O que não fazer para tentar aumentar a restituição do Imposto de Renda?
Você jamais deve inventar despesas ou distorcer dados para tentar aumentar a sua restituição de IR. Qualquer tentativa de inflar valores ou de incluir informações incorretas pode te levar à malha fina, gerar multa e até problemas mais sérios com a Receita Federal.
Dá uma olhada em algumas práticas que muita gente tenta e que você deve evitar:
- Inventar ou inflar despesas médicas: gastos com saúde são dedutíveis, mas precisam ser reais e comprováveis. Lembre-se que a Receita cruza essas informações com clínicas e profissionais;
- Incluir dependentes sem atender aos critérios: colocar alguém como dependente sem direito pode até aumentar a dedução no papel, mas gera inconsistência e risco de fiscalização;
- Declarar gastos não dedutíveis como se fossem: despesas com aluguel, academia, cursos livres, livros ou supermercado não são dedutíveis, mesmo que pareçam “justificáveis”;
- Duplicar despesas entre titular e dependente: o mesmo gasto não pode ser lançado duas vezes;
- Alterar valores de informes de rendimentos: bancos, empresas e corretoras informam esses dados diretamente à Receita. Qualquer divergência aparece automaticamente, mesmo que a diferença seja de centavos;
- Omitir rendimentos para “pagar menos”: deixar de declarar uma renda pode até parecer vantajoso no curto prazo, mas costuma gerar problemas maiores depois.
Em resumo, tentar aumentar a restituição de forma indevida quase sempre sai caro. Não se esqueça de que a declaração de Imposto de Renda é um mecanismo de conferência de dados da Receita Federal. Ou seja, o órgão já está de posse de todas as suas informações fiscais — sua declaração vem apenas para fins de checagem de dados. Consequentemente, qualquer inconsistência é facilmente identificada.
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Perguntas frequentes sobre como aumentar a restituição do Imposto de Renda
Ainda tem dúvidas sobre como aumentar sua restituição de IR? Respondemos algumas das principais perguntas sobre o assunto para te ajudar.
É possível restituir 100% do Imposto de Renda?
Sim, é possível, mas não é a regra. A restituição acontece quando você pagou mais imposto do que deveria ao longo do ano, normalmente via retenção na fonte (salário, por exemplo). Se após o ajuste anual o imposto devido for zero ou menor que o que foi pago, você pode receber de volta todo o valor retido.
Como faço para restituir todo meu Imposto de Renda?
Não existe um “pedido” específico para isso, pois a restituição é calculada automaticamente na sua declaração. Para receber o valor máximo possível, você precisa:
- Declarar corretamente todos os rendimentos;
- Informar todas as deduções permitidas (como saúde, educação e dependentes);
- Escolher o modelo mais vantajoso (simplificado ou completo).
Se, após esse ajuste, o imposto pago for maior que o devido, a Receita devolve a diferença automaticamente na sua conta bancária.
Qual o valor máximo de restituição do IR?
Não existe um limite máximo definido pela Receita Federal, já que o valor da restituição depende exclusivamente da diferença entre o imposto pago e o imposto efetivamente devido. Quanto maior o imposto retido ao longo do ano e quanto maiores forem suas deduções legais, maior pode ser a restituição. O valor é calculado automaticamente no momento do envio da declaração.
Como atualizar o valor da restituição do Imposto de Renda?
O valor da restituição é corrigido automaticamente pela Receita Federal com base na taxa Selic desde a data limite de entrega da declaração até o pagamento. Você não precisa fazer nenhum cálculo ou solicitação, pois essa atualização já vem incluída no valor depositado. Além disso, essa correção não sofre tributação para pessoa física, ou seja, o valor recebido é líquido.




