Eis aqui uma verdade difícil: ou você se organiza financeiramente, ou vai permanecer continuamente no aperto. Entenda isso como um sinal de que é hora de mudar os seus hábitos e comportamentos.
Inclusive, como sabemos que, na prática, essa missão não é assim tão fácil, trouxemos hoje algumas ferramentas que vão te ajudar no processo: os desafios financeiros.
Participar de uma iniciativa assim é uma forma leve de cumprir os seus objetivos e aprender a lidar melhor com o seu dinheiro. Adaptando as tarefas à sua realidade, essa jornada pode ser muito mais suave do que imagina.
Nesse artigo, trouxemos para você 3 desafios financeiros para começar hoje mesmo, planilhas gratuitas para registrar o seu progresso e até dicas de aplicativos de gestão para deixar a sua nova rotina prática.
Olha o que vai aprender por aqui:
- O que é um desafio financeiro?
- Os 3 melhores desafios financeiros para guardar dinheiro
- Onde investir o dinheiro do seu desafio financeiro?
- Por que vale a pena fazer um desafio financeiro para guardar dinheiro?
Vem com a gente? No final, ainda deixamos uma dica extra caso tope a missão de sair do aperto!
O que é um desafio financeiro?
Um desafio financeiro é uma meta estratégica que serve para você transformar sua relação com o dinheiro. É uma maneira de testar e expandir suas capacidades de gerenciamento do seu patrimônio, explorando novos comportamentos, mais saudáveis, que podem ter um impacto duradouro nas suas finanças.
Ao assumir um desafio do tipo, você topa se comprometer a seguir um conjunto específico de ações por um período determinado, com o objetivo de aumentar as economias, se livrar das dívidas ou começar a investir.
No processo, mais do que mapear pontos de melhoria, ainda passa por uma jornada para desenvolver a sua disciplina e criatividade. Duas competências bastante necessárias para quem almeja finalmente desfrutar de estabilidade e crescimento financeiro.
Como funcionam os desafios financeiros?
Desafios financeiros funcionam como uma estruturação de metas que você se propõe a alcançar em um período específico. Essa estrutura geralmente envolve um conjunto de regras e ações que devem ser seguidas diariamente, semanalmente ou mensalmente.
A ideia é que uma grande tarefa (construir uma reserva de emergência, por exemplo) seja “quebrada” em passos menores, porém constantes e acessíveis. Por exemplo, se comprometer a separar uma pequena parcela do seu salário durante 6 meses.
Ao cumprir essas metas, você pratica novas habilidades financeiras e cria hábitos saudáveis.
Pense nessas missões como uma espécie de treino intensivo. Afinal, te ajudam a identificar padrões de consumo, estabelecer prioridades e a desenvolver a disciplina necessária para alcançar objetivos maiores, como a independência financeira ou a realização de sonhos de longo prazo.
Além disso, ter essa iniciativa é uma forma de se manter motivado por mais tempo. Criar um novo hábito não é fácil, especialmente quando se trata de dinheiro. Por isso, participar de um desafio acaba sendo uma ferramenta para dar um gás no seu comprometimento, mesmo quando a euforia do começo tiver passado.
Os 3 melhores desafios financeiros para guardar dinheiro
Os desafios financeiros mais populares e fáceis de encaixar na sua rotina são:
- Desafio das 52 semanas (Desafio Financeiro Anual);
- Desafio dos 30 dias (Desafio Financeiro Mensal);
- Desafio da Regra dos 50/30/20.
Quem sabe você sai desse artigo hoje e começa algum deles? Entenda como cada um funciona a seguir.
Desafio das 52 semanas (Desafio Financeiro Anual)
Esse desafio consiste na meta de poupar um pouco a cada semana do ano — um total de 52, daí vem o nome dessa missão.
Nela, você começa guardando apenas R$ 1 do salário no começo do mês e vai aumentando o valor conforme o tempo passa. Na segunda semana, separa R$ 2; na terceira, R$3 e assim sucessivamente. No fim do ano, terá R$ 1.378,00 economizados.
Claramente, a grande vantagem do desafio é ser acessível. No entanto, é possível adaptá-lo para poupar semanalmente qualquer quantia que conseguir, desde que o valor vá subindo gradualmente.
Dica: a empreitada funciona melhor quando você a adapta para a sua realidade. Embora a economia total seja mais robusta se os seus aportes semanais forem maiores, é muito mais provável que siga até o fim dessa jornada se o passo não for maior que a perna.
Independentemente do mês em que estiver lendo isso, saiba que não necessariamente é preciso começar a missão em janeiro. O que acha de separar R$ 1 agora mesmo?
Como se valer de recursos visuais é uma forma de ajudar na sua ofensiva, preparamos um material gratuito para ajudar:
Desafio dos 30 dias (Desafio Financeiro Mensal)
Na década de 1960, o cirurgião plástico Maxwell Maltz apontou que as pessoas levam, no mínimo, 21 dias para começar a se adaptar a um hábito. Por outro lado, temos um estudo de 2012 Jane Wardle, da University College London, mostrando que um hábito leva de 18 a 254 dias para ser criado — uma média de 66 dias.
Nós temos certeza que você já deve ter se deparado com esses números por aí. Embora ambas as pesquisas não prometam o desenvolvimento de um costume dentro de um prazo exato, as duas nos guiam na mesma direção: a constância é a chave para adquirir um novo comportamento.
Daí vem a premissa do desafio dos 30 dias. Aqui, a duração é curta o suficiente para ser facilmente adaptada à sua rotina e longa o bastante para que seja iniciado um processo de mudança de hábitos financeiros.
Na prática, a sua missão pode ser geral: passar o mês inteiro sem fazer compras desnecessárias, por exemplo. Ou não ceder à tentação de pedir comida por delivery.
Outra sugestão é que cada dia desse total de 30 seja marcado por uma tarefa específica a ser realizada.
Veja só uma lista de ideias para o seu desafio, que podem ser repetidas ao longo dos 30 dias, ou selecionadas como atividades para um dia determinado da jornada:
- Anotar todos os gastos diários e separá-los por categorias;
- Revisar e ajustar o orçamento mensal;
- Separar 10% do salário para uma reserva de emergência;
- Fazer uma lista de objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo;
- Estudar sobre investimentos básicos;
- Assistir a um vídeo sobre educação financeira;
- Cancelar assinaturas e serviços que você não utiliza;
- Preparar refeições em casa durante uma semana;
- Criar uma planilha de controle financeiro;
- Negociar tarifas bancárias ou cartões de crédito;
- Estudar sobre diferentes tipos de investimentos;
- Ler um capítulo de um livro sobre finanças pessoais;
- Revisar contratos e seguros pessoais;
- Comparar preços antes de fazer compras;
- Definir um limite para gastos variáveis e supérfluos;
- Estabelecer um “dia sem gastos” semanal;
- Planejar um mês sem compras não essenciais;
- Avaliar e reduzir custos com energia elétrica;
- Automatizar transferências financeiras para reserva de emergência ou investimentos;
- Pesquisar e baixar um aplicativo de controle financeiro;
- Revisar e otimizar o uso do cartão de crédito;
- Planejar uma compra grande para evitar gastos impulsivos ou evitar assumir parcelas e arcar com juros futuros;
- Revisar e ajustar suas metas financeiras conforme necessário;
- Fazer um levantamento histórico das suas finanças;
- Analisar suas reações emocionais com o dinheiro (gastos feitos por impulso, por exemplo);
- Planejar as compras do mês seguinte;
- Listar as suas prioridades financeiras e de vida;
- Organizar as suas dívidas e fazer um plano para quitá-las;
- Conversar com a família sobre as finanças da casa;
- Tirar o dinheiro da poupança e aplicá-lo em investimentos mais rentáveis.
Não se esqueça, é claro, de registrar o seu progresso. Para te ajudar, criamos uma planilha gratuita do desafio:
Desafio da Regra dos 50/30/20
A regra dos 50/30/20 é uma estratégia de divisão do salário que cai na conta entre três categorias gerais de gastos.
O método serve para organizar o seu dinheiro de forma que este seja suficiente para arcar com as despesas mensais, bancar gastos com lazer e estilo de vida, e sobrar para dar andamento às suas prioridades financeiras, como investir ou construir uma reserva de emergência.
Na prática, a regra é aplicada assim:
- 50% da renda vai para gastos essenciais;
- 30% para despesas com lazer e estilo de vida;
- 20% para prioridades financeiras.
Na dúvida sobre o que se encaixa em cada categoria, siga na leitura para entender!
Gastos essenciais
Geralmente se tratam de despesas fixas e indispensáveis na sua vida. Moradia, supermercado, contas da casa, transporte e plano de saúde são os exemplos mais frequentes.
Caso você liste todos esses gastos e eles ultrapassem os 50%, vale a pena fazer uma análise geral e verificar se há algum custo que poderia ser cortado. Lembre-se: o desafio precisa ser adaptado à sua realidade.
Lazer e estilo de vida
Aqui, entram os gastos que não são essenciais. Restaurantes, serviços de streaming, salão de beleza, roupas e compras online de itens que você não precisa de verdade são algumas das despesas que se encaixam nessa categoria.
A ideia do desafio não é fazer com que você abra mão de tudo aquilo que traz prazer e te deixa feliz. Por isso, a organização dessas despesas em uma fatia de 30% do seu salário tem a função de tornar os seus hábitos mais conscientes e responsáveis, para que você possa aproveitar a vida sem culpa.
Prioridades financeiras
Se você ainda não conta com uma reserva de emergência, o ideal é que, para começar, 20% do seu salário seja destinado para este fim.
Importante: essa reserva existe para te amparar em momentos de emergência. Então, esse saldo não deve ser utilizado para problemas de menor escala como pagar a fatura do cartão de crédito.
Para trabalhadores formais, a recomendação é que o tamanho da economia seja suficiente para manter o seu estilo de vida por 6 meses caso a pessoa perca o emprego. Para autônomos e empreendedores, a orientação leva em conta 12 meses.
Quando a reserva de emergência estiver robusta o bastante, outras prioridades financeiras devem ser incluídas aqui, como fazer investimentos ou realizar grandes projetos futuros.
Dica extra: muitos aplicativos de gestão financeira facilitam a tarefa de registrar os seus ganhos e te ajudar a entender, por meio de gráficos, para onde o dinheiro está indo. Assim, fica muito mais prático visualizar a distribuição dos 50/30/20.
Dá uma olhada nessa lista de apps para você baixar:
Dica: esse desafio fica ainda mais fácil se você usar nossa planilha exclusivamente desenvolvida para ele:
Nela, todas as fórmulas já estão configuradas, então basta você ir cadastrando as suas despesas e a própria planilha calcula o total gasto no mês e quanto sobrou. Além disso, você conta com uma calculadora de proporções para checar quanto seria 50%, 30% ou 20% da sua renda.
Onde investir o dinheiro do seu desafio financeiro?
O dinheiro acumulado no desafio financeiro deve ser investido em aplicações compatíveis com o seu objetivo e prazo de uso. Se ainda está construindo a reserva, priorize segurança e liquidez — Tesouro Selic e CDBs com resgate diário são as melhores opções. Se a reserva já está formada, o horizonte abre para produtos com maior rentabilidade, de acordo com o prazo de cada objetivo.
Abaixo, separamos algumas alternativas para você conhecer melhor:
- Tesouro Selic: título público federal que acompanha a taxa básica de juros. É um investimento bastante seguro, tem liquidez diária e é indicado para a reserva de emergência e objetivos de curto prazo;
- CDB (Certificado de Depósito Bancário): espécie de empréstimo que você faz ao banco em troca de juros. Tem cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até R$ 250 mil por instituição. Pode ter liquidez diária ou vencimento fixo — quanto maior o prazo, maior a rentabilidade oferecida;
- Tesouro IPCA+: título público atrelado à inflação mais uma taxa fixa. Protege o poder de compra ao longo do tempo e é especialmente interessante para objetivos de longo prazo, como aposentadoria;
- LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio): semelhantes ao CDB, mas com a vantagem de serem isentas de Imposto de Renda para pessoa física. Costumam ter prazo mínimo de carência e são indicadas para quem não precisa resgatar o dinheiro no curto prazo;
- Fundos de renda fixa: reúnem capital de vários investidores para aplicar em títulos de renda fixa. São simples de usar e permitem começar com pouco, mas cobram taxa de administração;
- Ações e ETFs: para quem quer exposição ao crescimento das empresas no longo prazo. As ações têm maior potencial de retorno, mas também maior oscilação. Os ETFs são fundos que replicam índices (como o Ibovespa) e oferecem diversificação com um único investimento;
- Fundos imobiliários (FIIs): permitem investir em imóveis de forma fracionada e receber rendimentos mensais isentos de IR. São negociados na bolsa como ações e indicados para quem busca renda passiva no longo prazo.
Dica: a escolha entre esses produtos não depende só do objetivo, mas também do seu perfil como investidor. Duas pessoas com o mesmo valor guardado e o mesmo prazo podem fazer escolhas completamente diferentes dependendo de quanto risco cada uma consegue aceitar sem perder o sono.
Dá uma olhada em quais são os quatro tipos de perfis de investidor:
| Perfil | Tolerância ao risco | Objetivo típico | Investimentos adequados |
| Conservador | Baixa | Preservar o patrimônio e ter segurança | Tesouro Selic, CDB com liquidez diária, LCI/LCA, fundos de renda fixa |
| Moderado | Média | Equilibrar segurança e crescimento | Renda fixa + uma parcela em FIIs, ETFs e fundos multimercado |
| Arrojado | Alta | Crescimento do patrimônio no longo prazo | Ações, ETFs, FIIs, fundos de ações, Tesouro IPCA+ longo prazo |
| Agressivo | Muito alta | Maximizar retorno aceitando alta volatilidade | Ações individuais, fundos de ações concentrados, ativos internacionais, opções |
Para descobrir em qual perfil você se encaixa, o caminho mais simples é fazer um teste de suitability — uma avaliação obrigatória que todas as corretoras oferecem gratuitamente no momento do cadastro ou dentro da plataforma. Além disso, você também pode contar com um profissional de finanças para aplicar esse teste.
Por que vale a pena fazer um desafio financeiro para guardar dinheiro?
Todo mundo lida com o próprio dinheiro de alguma forma. Bom ou ruim, consciente ou não, cada pessoa já tem hábitos consolidados na hora de gerir e gastar o salário que recebe. Um desafio financeiro serve, então, para te fazer enxergar qual é o seu comportamento atual e como mudá-lo para melhor.
Mais do que isso, esse tipo de empreitada ajuda a manter a motivação e estimular a disciplina e a constância. Afinal, é fácil começar uma tarefa, pois o início é sempre carregado de empolgação. O difícil, na verdade, é seguir com o novo padrão mesmo nos dias em que estamos sem energia ou desanimados.
Participando de um desafio, porém, as suas chances de continuar comprometido com os seus objetivos financeiros são maiores.
Saindo do âmbito comportamental e falando diretamente de finanças, participar de um desafio é uma maneira de finalmente começar a reduzir as suas preocupações constantes com dinheiro. Independentemente de qual seja a sua situação atual, permanecer no desconhecimento e na desorganização só vai deixá-la ainda pior conforme o tempo passa.
Desafio financeiro extra: começar a se planejar com ajuda da Grão
Antes de ir embora, temos uma pergunta: sabia que a Grão conta com o serviço de planejadores financeiros e que a primeira reunião é gratuita?
Assim, você pode ter a ajuda de profissionais para organizar melhor o seu dinheiro, mudar os seus hábitos, sair do aperto e finalmente ter recursos para realizar grandes sonhos e projetos futuros.
Gostou da ideia? Então, agende agora uma reunião gratuita e sem compromisso.




