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Inflação e conflito em Israel vão segurar as bolsas de valores? 

Conflito em Israel
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Como temos observado nas últimas semanas, a bolsa de valores no Brasil e em algumas das principais economias do mundo não vêm em um bom momento. 

Esse cenário tem como centro um grande vilão: a inflação.  

E é justamente por esse motivos que a semana que se inicia hoje promete ser fundamental para os mercados ao redor do mundo. Afinal, teremos a divulgação de importantes índices de inflação no Brasil, nos EUA e em outros países.  

Não bastasse isso, ainda tivemos a escalada de um conflito entre Israel e o grupo Hamas, que pode impactar ainda mais o cenário inflacionário.  

Na newsletter de hoje, vou falar com mais detalhes sobre essa e outras notícias da semana e como podem impactar os seus investimentos.  

Fique com a gente e veja com mais detalhes! 

O que você verá em nossa newsletter semanal:  

  • …no Brasil: inflação oficial será o principal tema em semana curta no mercado 
  • Guerra no Oriente Médio: conflito Israel-Hamas vai afetar os investimentos? 
  • …no restante do mundo: inflação também será a grande pauta nos EUA 

…no Brasil: inflação oficial será o principal tema em semana curta no mercado 

Depois de mais uma sequência complicada na semana passada, com o Ifix (índice que reúne os principais fundos imobiliários da bolsa brasileira) caindo –1,12%, e o Ibovespa (índice com as ações mais negociadas da bolsa) recuando –2,06%, iniciamos mais uma semana importante para os investimentos no Brasil. 

Por um lado teremos uma semana mais curta, já que a quinta-feira (12) será marcado pelo feriado religioso de Nossa Senhora da Aparecida. Então, não teremos atividade na bolsa

Por outro lado, teremos também na semana a divulgação de um dado muito importante: a inflação oficial medida pelo índice IPCA

A medição relativa ao mês de setembro vai ser divulgada na quarta-feira, e será muito importante para sabermos os próximos passos do Copom para o controle dos juros no país.  

A expectativa geral do mercado é de uma leve alta, influenciada principalmente por causa do recente aumento nos preços dos combustíveis. Entretanto, a boa notícia é que é esperada uma redução nos núcleos — que é a medição da inflação retirando itens mais voláteis, como os próprios combustíveis.  

Esse seria mais um ótimo sinal de que a inflação no Brasil está sob controle e que podemos seguir reduzindo os juros nas próximas reuniões do Copom. 

Como consequência, isso poderia favorecer os nossos ativos domésticos. Afinal, juros mais baixos costumam ser positivos para as empresas e suas ações na bolsa de valores e também para os fundos imobiliários.   

Guerra no Oriente Médio: conflito em Israel vai afetar os investimentos? 

O final de semana teve como tema principal na geopolítica o ataque surpresa do Hamas a Israel e a imediata resposta do país declarando guerra ao grupo.  

Um conflito dessa magnitude naturalmente impacta os investimentos e vamos te explicar o que ficar de olho neste primeiro momento. 

De modo geral, tudo ainda está muito incerto. Afinal, o confronto é muito recente e ainda não sabemos até quanto pode escalar. 

De qualquer maneira, há dois principais impactados de início: o preço do petróleo e o dólar.  

Em relação ao petróleo, a primeira reação é um avanço nos preços (que já estamos observando no mercado). Isso acontece porque temos na região importantes países exportadores de petróleo. Entre eles está o Irã, que é inclusive um apoiador do Hamas. 

Com a incerteza beirando os países da região e até a possibilidade do envolvimento de outros países exportadores de petróleo no conflito, o preço da commoditie tende a subir por um temor de diminuição da oferta e impacto neste mercado. 

Esse temor e incerteza gera também uma corrida para o dólar. Afinal, em momentos incertos como esse, os invetidores tendem a procurar o caminho mais seguro. Com isso, aplicam o seu capital em economias mais fortes. 

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Como os EUA são a principal economia do mundo, naturalmente o capital migra para lá e o preço do dólar sobe.  

Possíveis consequências no longo prazo

No longo prazo, essa alta do preço do petróleo e do dólar pode gerar outras duas consequências.  

A primeira delas é a inflação, já que o aumento do preço do petróleo afeta os combustíveis. Isso impacta o cenário inflacionário não só pelo aumento da gasolina e diesel por si só, mas também porque encarece o custo do transporte de mercadorias.  

O segundo ponto é o impacto nas bolsas ao redor do mundo. Afinal, a ameaça da inflação e as incertezas na economia de modo geral fazem com que os investidores tenham uma maior aversão ao risco e tirem o capital de ativos de renda variável, afetando os índices no curto prazo. 

De qualquer maneira, é importante seguirmos observando o cenário e os desdobramentos da guerra para estimar com maior precisão os possíveis impactos.    

…no restante do mundo: inflação também será a grande pauta EUA  

Se no Brasil temos a inflação como principal tema no mercado, nos Estados Unidos não será diferente. 

Afinal, teremos por lá a divulgação do CPI (inflação oficial do país) na quinta-feira, e do PPI (inflação ao produtor) na quarta-feira.  

Por lá o tema é ainda mais crucial. Afinal, os Estados Unidos estão enfrentando um grande problema para conter a inflação e isso está afetando não só o mercado por lá, mas o mundo inteiro.  

A expectativa é de leve alta e devemos ficar de olho sobre como o mercado e o Fed (Banco Central dos EUA) vão reagir aos dados.  

E falando em Fed, a autoridade monetária dos EUA também vai movimentar bastante o mercado norte-americano com dois temas. 

O primeiro deles é a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc), realizado nos últimos dias 19 e 20 de setembro. Na ocasião, a entidade pausou o ciclo de aperto monetário pela segunda vez no ano, mantendo os juros no patamar entre 5,25% e 5,50%.  

Agora saberemos as considerações dos especialistas do Fomc sobre a decisão no documento que será divulgado na quarta-feira. 

Além disso, outra grande movimentação é que diversos membros do Fed devem dar depoimentos ao longo da semana. Devemos ficar de olho sobre o tom das declarações e o que as autoridades esperam para a inflação e aperto monetário daqui para frente.    

A movimentada semana no mercado norte-americano se encerra com a abertura da temporada de balanços trimestrais, em que teremos os resultados dos bancos norte-americanos.  

Divulgarão os seus números instituições como JP Morgan, Wells Fargo e Citigroup.  

Vale lembrar que nessa segunda-feira temos o feriado de Columbus Day nos EUA. A bolsa de valores funciona normalmente, porém, o mercado de títulos fica fechado.  

China também deve movimentar os mercados 

Teremos ainda agenda de indicadores carregada vindo da China. 

Começamos os destaques na quarta-feira, com a divulgação dos volumes de empréstimos realizados em setembro.  

Na quinta-feira, é a vez da China também divulgar a sua inflação ao consumidor de setembro (CPI) e ao produtor (PPI). 

Para o CPI, a expectativa é de leve alta. Já o PPI deve ter uma redução.   

Para fechar, na sexta-feira, teremos a divulgação da balança comercial da China em setembro. A expectativa do mercado é de um superávit, com mais exportações que importações.  

É importante ficar de olho na China. Afinal, trata-se do principal parceiro comercial do Brasil. Com isso, as principais notícias vindas da economia chinesa geram impactos na bolsa brasileira. 

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