Como sair do Endividamento ao Investimento?

10 Dicas para Sair do Endividamento Pessoal

Um estudo do SPC Brasil aponta que apenas 2 em cada 10 brasileiros compreende o real significado do endividamento. Então não se sinta mal se você também não souber.

E a boa notícia é que vamos explicar exatamente o significa estar endividado e como sair dessa situação. Além disso, vamos mostrar nesse texto:

  • Endividamento financeiro, de pessoa física e das famílias.
  • As causas dessa situação.
  • O índice de endividamento pessoal.

Por fim, é claro, vamos mostrar como lidar com isso e sair das dívidas.

O que é endividamento pessoal?

Endividamento financeiro significa simplesmente ter parcelas a vencer de compras ou crédito. Seja financiamento ou empréstimo. Ou seja, quem tem uma parcelinha no cartão ou um carnê de crediário está endividado.

Dessa forma, o endividamento pessoal nada mais é do que a quantidade de compromissos parcelados que uma pessoa tem.

Entretanto, muitas pessoas confundem endividamento com inadimplência. Já que a maioria das pessoas acredita que o endividado é aquele que não pagou as suas contas no vencimento.

Em outras palavras, ter parcelas a pagar não significa estar inadimplente. E a princípio, estar endividado não é uma coisa ruim.

Mas é importante tomar cuidado com o tamanho do endividamento pessoal. Assim, ele não vai se transformar em inadimplência. Isto é, ter tantas parcelas que o orçamento não seja capaz de pagar tudo.

Endividamento das famílias

Todos os meses, a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) divulga o endividamento das famílias.

A pesquisa mostra o percentual de famílias brasileiras que relatam ter parcelas a vencer nos seguintes produtos financeiros:

Conforme os dados mais recentes, 66,5% das famílias estão endividadas. Além disso, 22,1% delas afirmam ter mais da metade da renda mensal comprometida. Sem dúvida, esse é o maior percentual desde maio de 2020.

Em outras palavras, a maior parte dos ganhos servirá para pagar essas contas. Certamente o orçamento dessas famílias está apertado. Então, é possível que eles tenham problema de inadimplência no futuro.

Por isso é tão importante manter o comprometimento com dívidas em, no máximo, 30% da renda familiar.

Outro ponto que chama atenção é o tempo médio de comprometimento com dívidas. Atualmente, o período para o pagamento das contas é de 7 meses, em média.

Endividamento pessoa física

O endividamento da pessoa física impacta o seu bolso diretamente. Seja porque você está endividado ou porque o nível de dívidas no país faz a taxa de juros ficar maior.

Em outras palavras, fica mais caro e mais difícil conseguir crédito. Por isso, a sugestão é evitar as dívidas e fazer a sua própria reserva financeira.

Dessa forma, você não precisa depender de empréstimo. Seja do banco ou de familiares.

Nesse sentido, juntar dinheiro e guardar em um lugar em que se valorize é o melhor jeito de evitar ser um endividado.

A Grão é tão fácil quanto a poupança, mas tem rendimento maior. Ou seja, seu dinheiro cresce mais.

Causas do endividamento

O parcelamento é uma forma bastante eficiente para antecipar a compra de algo necessário ou desejado. No entanto, é preciso ter cautela para não comprometer muito do seu orçamento por muito tempo.

Também é aconselhável não acumular muitas prestações de empréstimo, consórcio, financiamento. Assim, você não ultrapassa a sua capacidade de pagamento.

As causas do endividamento podem ser variadas, mas todas têm em comum a falta de planejamento e de educação financeira. Por isso, avalie bem os gatilhos abaixo para identificar se você se encaixa em algum deles:

  • Olho maior do que o bolso: desequilíbrio entre querer e poder

Muitas vezes, as compras estão relacionadas à satisfação de um desejo. Entretanto, o problema acontece quando isso é tão frequente que a pessoa se endivida para atender seus caprichos.

  • Ostentação: status social

Quem não gosta de mostrar para os amigos e familiares algum produto novo que conseguiu comprar? Novamente, o problema é quando você só faz isso para exibir, não porque queria ou precisava do produto.

Dessa forma, você acaba comprando o que não quer, com o dinheiro que não tem para agradar quem não gosta.

  • Crédito fácil

Crédito sem planejamento pode gerar a famosa bola de neve das dívidas. Isso porque quanto mais fácil o crédito, maior a tendência dos juros altos. 

Por exemplo, o cartão de crédito e o cheque especial são linhas de crédito que estão sempre à mão. E as duas têm as maiores taxas do mercado. 

Índice de endividamento pessoal

O índice de endividamento pessoal é uma forma de medir quanto do seu orçamento está comprometido com dívidas. Quanto mais alto for esse índice, maior o risco da inadimplência.

Para calcular o seu grau de endividamento, você precisa somar todas as dívidas e todas as receitas. De um lado, devem ser consideradas as seguintes dívidas:

  • Parcelas no cartão de crédito;
  • Empréstimos e financiamentos;
  • Aluguel;
  • Impostos;
  • Contas recorrentes e outros custos previstos.

Por outro lado, na parte as receitas, você precisa somar:

  • Salário, aposentadoria ou pensão;
  • Recebimentos fixos;
  • Bônus e benefícios extras;
  • Rendimentos de investimentos e dividendos;
  • Qualquer outra forma de recebimento, como renda extra ou trabalho temporário.

Depois disso, a conta para chegar ao índice de endividamento pessoal é

(Dívidas mensais / receitas mensal) X 100

Por exemplo:

João recebe todos os meses R$ 1.850,00 de salário líquido. Ou seja, o que de fato cai na conta depois dos impostos e descontos.

Ele tem um total de R$ 690,00 em compromissos financeiros todos os meses. Isso é a soma da prestação da moto (R$ 180), da fatura do cartão de crédito (R$ 250). Além da parcela de um empréstimo pessoal (R$ 260).

Se dividirmos as dívidas (690) pela receita (1.850), chegaremos ao número de 0,37. Agora basta multiplicar esse número por 100 e vamos notar que João compromete 37% da sua renda com dívidas.

Indicador de endividamento: quando se preocupar?

Muitos especialistas em finanças pessoais avaliam que cada caso é um caso. E que o indicador pode ter avaliações diferentes conforme a idade, renda e outras variáveis.

No entanto, é sempre bom ter alguns pontos em mente, para que independente da sua situação, você evite a inadimplência.

  • Até 30% da renda: aceitável.

Nessa faixa, o peso dos compromissos financeiros é confortável para grande parte das pessoas. O importante é não ficar confortável demais e acabar passando dos limites.

A sugestão da Grão é acabar com essas dívidas e passar a juntar esse dinheiro para realizar seus objetivos.

  • De 30% a 35%: atenção.

É melhor pisar no freio e reduzir algumas dívidas para não se enrolar. Pense que se acontecer qualquer imprevisto, você não terá dinheiro para pagar tudo. E pode ficar com o nome sujo.

  • De 35% a 40%: perigo.

Assim como acontece com o João, no nosso exemplo, essa situação é muito arriscada. Ele está vivendo no limite da renda e sobra pouco para as outras necessidades (alimentação, contas da casa, lazer, etc.).

  • Acima de 40%: passou do limite.

Ter quase a metade da renda comprometida com dívidas fica muito difícil honrar todos os compromissos financeiros. Isso para não dizer impossível. Nesse ponto, é urgente reavaliar a sua situação financeira e cortar as dívidas imediatamente.

Sugestão

Que tal você reduzir o seu endividamento e o valor da redução ser guardado para criar uma reserva de emergência?

Você já sabe que é capaz de pagar seus compromissos, crie um objetivo de se pagar primeiro, como um boleto.

Como lidar e sair das dívidas?

Com as informações acima, você já consegue ter uma ideia do caminho que terá que percorrer para reduzir o endividamento.

Outra forma de lidar com ele é com planejamento e refinanciamento das dívidas. Caso seu índice esteja maior do que 30%, é necessário buscar formas para trocar uma dívida cara por uma barata.

Isso quer dizer que você tem que sair das dívidas com taxas de juros altas. E buscar outras opções que sejam menores, como o empréstimo consignado ou com garantia de bens.

Além disso, o planejamento e a organização financeira são fundamentais para evitar o endividamento e, consequentemente, a inadimplência.

Outro ponto necessário é fazer o controle adequado do cartão de crédito. Ele é uma das principais causas do nome sujo. Isso porque as altas taxas do rotativo do cartão podem levar ao superendividamento.

10 dicas para sair do endividamento pessoal

Agora, de forma bem direta, vamos às dicas para reduzir e até sair das dívidas:

  1. Faça o seu orçamento familiar. Assim você vai saber o quanto ganha e o quanto gasta.
  2. Não gaste mais do que ganha. Isso é óbvio, mas é preciso reforçar.
  3. Faça uma reserva de emergência.
  4. Pense bem e se planeje para fazer uma compra. Assim você evita o arrependimento.
  5. Converse com seus familiares sobre a situação financeira. A dívida de um é também de todos.
  6. Controle os gastos de perto, especialmente os parcelamentos no cartão de crédito.
  7. Evite o crédito fácil e analise a taxa de juros e o Custo Efetivo Total.
  8. Caso precise mesmo de crédito, compare entre diversas instituições antes de fechar negócio. 
  9. Não se comprometa com nenhuma dívida que ultrapasse a sua capacidade de pagamento.
  10. Cuidado com golpes nas redes sociais, trocas de mensagens ou pela internet.

Conclusão

Enfim, o endividamento muitas vezes acontece por causa de um consumo muito desejado. E, eventualmente, pouco planejado.

Se você quer ter uma vida financeira saudável, fique de olho no seu índice de endividamento. 

Evitar as dívidas e criar sua reserva financeira são o caminho para realizar seus objetivos sem prejudicar o bolso. Para mais dicas sobre como cuidar do seu dinheiro, siga a Grão nas redes sociais: Instagram, Facebook e Youtube.

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Imagem de Steve Buissinne

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2 comentários

  • Responder

    […] celular topo de linha é quase como um estilo de vida. É como se fosse um carro esportivo ou uma espécie de prova social. Isso não faz sentido, […]

  • Responder

    […] colocar em prática a economia doméstica é essencial para gastar melhor, se livrar das dívidas e guardar […]

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