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Autônomo e freelancer: vale a pena separar a conta pessoal da empresa

#graoexplica por Equipe Grão - 24 de Junho de 2020 - tempo estimado de leitura:

Se você é um profissional autônomo ou freelancer, sabe da importância de ter uma estratégia de trabalho que permita sempre faturar mais, principalmente por conta da dependência direta que sua renda tem de sua capacidade de trabalhar.

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A natureza do trabalho de quem é autônomo é simples: se trabalha, fatura; quando não pode trabalhar, a receita não aparece. Isso traz um enorme desafio para as finanças, principalmente por conta de três aspectos que vamos discutir em mais detalhes:

  • Necessidade de separar o dinheiro da empresa do pessoal;
  • Sazonalidade;
  • Ausência de garantias.

Autônomo e freelancer: separe o dinheiro da empresa do pessoal

Ao atuar como um freelancer ou autônomo, você provavelmente tem um CNPJ. E possivelmente tem uma conta bancárias em nome de sua empresa. Pois bem, isso é importante e necessário, mas precisa ser administrado da maneira certa.

Segundo uma pesquisa do SPC Brasil, mais de um terço dos brasileiros assume que o controle financeiro não é um hábito. Sabemos que o número real de pessoas que não cuida das finanças pessoais é muito maior e por isso criamos a Grão e acreditamos na jornada da educação financeira.

O problema do autônomo/freelancer começa a surgir quando ele considera que o dinheiro da empresa é a mesma coisa que seu dinheiro. Algo como “Se a empresa sou só eu, então o dinheiro da empresa é o meu salário”. Você acha que isso faz sentido?

Na prática, o que acontece a partir deste pensamento é que só existe uma conta e todas as despesas, do negócio e da pessoa física, passam a ser pagas por ela. Boletos, fatura do cartão de crédito, tudo passa a ser pago desta conta. Agir assim é um erro.

Sua empresa é sua empresa, e ela tem suas próprias contas e necessidades em termos de fluxo de caixa e gestão financeira. Ela ganha dinheiro e, deste dinheiro, uma parte deve ser a sua retirada, mais como pró-labore que como salário. 

Além do mais, sua empresa precisa ter as finanças devidamente gerenciadas com cuidado e profundidade, inclusive com auxílio de contadores experientes para que toda a documentação contábil esteja em dia e represente a realidade do seu negócio. Pagar uma conta pessoal com a empresa não se encaixa nisso, certo?

O caminho para colocar isso em prática passa por separar o dinheiro da empresa do pessoal. Algumas sugestões para colocar isso em prática:

  1. Comece um controle financeiro para a empresa e outro para você

Na empresa, faça o controle com a ajuda de um contador e, assim, apurem os resultados dos períodos e uma forma de registrar o fluxo de caixa à medida que os dias passam – pode ser em um caderno de fluxo de caixa ou planilha simples.

No lado pessoal, a ideia é a mesma, mas o foco deve ser conseguir enxergar sua realidade financeira em detalhes. Aqui, nada de economizar na categorização dos gastos e nos lançamentos. Registre tudo para que você consiga saber como e com o que anda gastando seu dinheiro.

Para ajudá-lo no lado pessoal, nós criamos uma planilha gratuita de controle financeiro. A ideia é que, mês a mês, você registre tudo que gasta em categorias e, com isso, possa analisar seu histórico e tomar melhores decisões.

  1. Estabeleça uma retirada fixa mensal a partir do caixa da empresa

O pensamento clássico de que o faturamento da empresa pode ser a referência para a retirada mensal é perigoso. A boa gestão financeira de um negócio sempre preconiza que não se deve tomar todo o lucro líquido da empresa só porque isso é possível.

A recomendação é sempre estabelecer um valor fixo e, fazendo sentido, uma bonificação quando determinados resultados forem alcançados. Se a empresa faturar mais, ótimo, você poderá ter um total maior como sócio, mas sem promessas ou garantia de que isso vai sempre ocorrer.

Uma regra simples para começar é usar o mês de menor faturamento da empresa e, a partir dele, estabelecer o valor fixo que você vai retirar todos os meses. Claro que você não vai considerar todo o lucro do mês de menor faturamento, mas uma parte dele – digamos entre 80% e 90%, mantendo um pouco no caixa do negócio.

  1. Tenha contas bancárias diferentes

Dinheiro da empresa na conta bancária dela; seu dinheiro pessoal, na sua. E a retirada mensal vai ser uma atividade financeira devidamente registrada pela contabilidade. A movimentação do dinheiro desta forma preserva sua empresa e garante a você maior controle sobre ela.

  1. Contabilize tudo

Lembre-se da importância de cuidar da sua empresa como um verdadeiro negócio, não como uma extensão da sua vida pessoal. Neste sentido, é essencial registrar tudo conforme necessidades contábeis e manter um histórico decente das transações da empresa. Para fazer a empresa crescer e faturar mais, isso é fundamental.

  1. Administre a sazonalidade

Sim, nós sabemos que em alguns meses o autônomo/freelancer fatura mais, enquanto em outros a receita cai. Os períodos de queda compõem o que se costuma chamar sazonalidade, e isso precisa ser conhecido para que possa ser administrado.

Uma de nossas sugestões foi que você usasse a receita do pior mês do ano para definir sua retirada, e isso acontece justamente para que você possa olhar com mais cuidado para o faturamento do período com o objetivo de entender o que aconteceu ali.

Se é normal ter meses com queda de receita, então você terá que ter uma reserva para garantir que estes períodos possam ser encarados sem tanta preocupação. Se você mantiver 10% do lucro líquido da empresa todo mês na conta dela, em um ano isso vai resolver o problema. Experimente!

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  1. Crie suas próprias garantias

Quando se trata de trabalhar como autônomo ou freelancer, não há garantia de que o mês seguinte será melhor que o atual. Sem estabilidade e dependendo do próprio esforço, você precisa ser e criar a sua própria garantia.

Sua capacidade de trabalhar é parte do que continuará gerando frutos, mas se você aprender a juntar dinheiro o processo fica muito mais interessante. Emergências acontecem com muito mais frequência do que desejamos e sua reserva pode servir como capital de giro nestes momentos. 

Ajeite as finanças e #boraguardar na Grão!

A equipe da Grão está ao seu lado para compartilhar lições inteligentes sobre como cuidar melhor do seu dinheiro (e da sua empresa, claro). Por aqui, a educação financeira é uma jornada e se sua empresa fica bem, cresce e se destaca, você também melhora e alcança mais objetivos.

Todos os dias você vai encontrar dicas, sugestões, artigos, ferramentas e muita informação de qualidade em todos os nossos canais de mídia e redes sociais, então siga-nos no Instagram, Facebook e Youtube.

Agora que você entendeu a importância de separar o dinheiro da empresa do pessoal, comece a guardar para formar sua reserva de emergência e crie o hábito de juntar dinheiro com a nossa ajuda. Vem pra Grão!


Foto por Willian Iven.

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