Casa própria - Grão

Casa Própria: 7 Passos para Comprar a sua

Muitas pessoas têm um sonho da casa própria, mas poucas tomam a iniciativa para concretizá-lo.

Em primeiro lugar, para tornar um sonho realidade é preciso materializar. Isto é, pesquisar sobre como chegar até ele. 

Bom, já que você chegou até aqui, parabéns, o primeiro passo você já tomou. Agora, vamos te orientar quais são os próximos passos que te farão conquistar a tão sonhada casa própria.

Como faço para comprar a casa própria?

A melhor forma de comprar a casa própria é, de fato, comprar à vista. Entretanto, se você não tem dinheiro para isso, o financiamento pode ser uma boa opção.

Mas é importante que você tome alguns cuidados aqui. Por exemplo, você tem dívidas?

Se sim, terá que quitá-las e melhorar o seu score na Serasa para, em seguida, conseguir um financiamento.

5 Dicas para sair das dívidas de forma definitiva

Lembre-se de que no financiamento, o banco estará te emprestando o dinheiro. Ele pagará pelo imóvel à vista e você passará a dever, então, a ele.

Nesse sentido, todos sabemos que os juros cobrados em um financiamento não são baratos. Portanto, vale considerar se a melhor opção é financiar ou alugar por um tempo.

Caso o valor do aluguel seja menor do que a prestação do financiamento, você pode investir a diferença. É possível fazer isso até que você consiga comprar a vista ou tenha um valor maior para entrada, por exemplo.

Lembre-se: quanto maior o valor de entrada, menos juros você pagará ao banco, pois o empréstimo será menor.

Casa própria - Grão
Crédito: Pexels

Amortizações

Outro ponto importante a saber na hora de financiar a casa própria é a amortização. Em outras palavras, você pode antecipar parcelas e reduzir sua dívida no banco sempre que quiser.

Vamos supor, por exemplo, que você recebeu um aumento e agora tem uma graninha extra todos os meses. Ou então recebeu o décimo terceiro.

Dessa forma, você pode pegar esse dinheiro e amortizar a dívida. Muitos bancos inclusive oferecem esse serviço por aplicativo, sendo muito fácil para você fazer isso sempre que puder.

O ponto chave aqui é que, ao amortizar, todo o valor dado vai direto para reduzir o valor da sua dívida diretamente. Assim, você reduz os juros. Confira um exemplo:

Imagine que você comprou um imóvel de R$ 300 mil. Você então deu R$ 100 mil de entrada e financiou os outros R$ 200 mil com o banco.

Desse modo, esses R$ 200 mil devem ser pagos em 30 anos, o que daria cerca de R$ 555 por mês, certo? Errado! Com os juros, a parcela pode ser bem maior (bem maior mesmo).

Os financiamentos geralmente levam em consideração a Selic, já que o banco usa recursos da poupança para fazer esse empréstimo.

No momento em que esse texto está sendo escrito, por exemplo, a média de juros de financiamentos entre bancos está em 7% ao ano + TR.

A TR é a Taxa Referencial, que há um bom tempo está zerada. Portanto, consideramos 7% ao ano.

Isso quer dizer que você pagará 7% de R$ 200 mil ao ano só em juros, o que dá R$ 14 mil. 

Esse valor, distribuído entre as parcelas mensais, que já eram de R$ 555, transformam suas prestações R$ 1.721,60. Bastante diferença, não é mesmo?

Reduzindo os juros e o tempo de dívida

A grande sacada da amortização é que, ao fazê-la e optar pela diminuição do número de parcelas, e não do valor da parcela individual, você não pagará o juros.

Como você estaria reduzindo sua dívida “à vista”, o banco não vai cobrar os juros da parcela adiantada.

Isso quer dizer que a cada R$ 555 que você amortizar, você reduzirá uma parcela do seu fnanciamento. Ou seja, você economizará R$ 1.166,60.

Ao longo do tempo, você diminuirá o prazo de financiamento (afinal, ninguém merece ficar pagando algo por 30 anos, certo?). E também pagará menos juros ao banco.

Outro ponto importante aqui a se destacar é que, caso você compre na planta, é possível pagar um valor durante a obra. Esse valor não entra como financiamento.

Isso quer dizer que, se o imóvel custa R$ 300 mil e você der R$ 100 mil de entrada no ato, você pode pagar mais um valor durante a obra e só o restante será financiado com o banco.

Juntar dinheiro para a entrada

Agora que você entendeu mais ou menos como funciona um financiamento e a importância de uma boa entrada, vamos ao primeiro passo para conquistar a casa própria: juntar dinheiro.

E isso passa pela organização financeira. Lembre-se que comprar um imóvel é um comprometimento financeiro alto. Por isso, você precisa estar com suas finanças organizadas.

Antes de tudo, faça planilhas para conhecer seus gastos e corte despesas desnecessárias. Se tiver dívidas, renegocie e monte um plano para quitá-las.

Após quitar as dívidas, pesquise quanto custa o imóvel que você gostaria de comprar. Encontre uma média de preço e depois faça uma simulação de financiamento para saber quanto o banco te emprestaria.

Esse valor de financiamento aprovado depende do seu score de crédito e da sua renda mensal. O banco avalia qual o valor máximo que você conseguiria pagar.

Sabendo isso, você terá uma noção de quanto precisa juntar para a entrada. E com esse valor definido, fica mais fácil montar um plano para juntar esse dinheiro.

Estipule um prazo para conseguir esse valor, levando em conta quando você quer estar morando no imóvel. Então, defina quanto guardar todos os meses.

Aqui, para te ajudar a ter o dinheiro mais rápido, vale escolher um investimento para colocá-lo. Escolha algo seguro, como a Grão.

Todo dinheiro que você guarda na Grão é investido em títulos públicos, como o Tesouro Direto. Ou seja, o investimento mais seguro do mercado.

Escolhendo o imóvel certo

Escolher qual será a sua casa própria e onde é algo muito importante. Afinal, se você está fazendo um investimento como esse, ele precisa valer a pena.

Lembre-se de não ser impulsivo aqui. Pode ser animador visitar casas ou apartamentos decorados. No entanto, essa decisão deve ser feita racionalmente.

Leve em conta fatores como localização (é perto do seu trabalho e dos locais que você costuma frequentar?) e valor.

Pesquise bem o valor do metro quadrado naquele bairro para saber se está dentro do padrão. Também não tenha medo de negociar, para tentar conseguir um desconto.

Outro ponto importante é a vistoria. Cheque se o imóvel está todo regularizado e sem problemas estruturais. Se necessitar reparos, é importante que você saiba quais são antes mesmo de comprar.

Caso você compre na planta, pesquise sobre a construtora. Saber se antigos compradores ficaram satisfeitos já é um bom termômetro. Muita gente grava vídeos para o YouTube contando suas experiências.

Pergunte sobre o valor do IPTU e inclua ele no seu plano de despesas. Se for um apartamento, não se esqueça de considerar também o valor da taxa de condomínio.

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Crédito: Pexels

Feirão da casa própria

Você já ouviu falar do feirão da casa própria? Essa é uma ótima oportunidade para comprar imóveis.

Nesse feirão, promovido pela Caixa Econômica, existem diversas opções de imóveis com condições especiais de financiamento.

Muitos deles são financiados integralmente, por exemplo, e sem cobrança de parcela de entrada. Além disso, têm carência de até 6 meses para início do pagamento.

Por isso, vale a pena pesquisar sobre quando haverá feirão da casa própria na sua cidade.

Financiamento casa própria

Na hora de fechar o financiamento, é importante que você verifique se há certa estabilidade na sua renda. Lembre-se que você estará assumindo um compromisso de anos.

Além disso, as prestações não devem ser maiores do que 25% a 30% do seu orçamento. 

Acima disso, o risco de inadimplência aumenta muito e por isso muitos bancos nem mesmo aceitam realizar o empréstimo.

O financiamento da casa própria funciona assim:

  1. Aprovação: o banco vai avaliar o imóvel e as condições de renda do comprador para decidir se aprova o financiamento. Para isso, você precisará enviar todos os documentos necessários (RG, CPF, comprovante de renda, comprovante de endereço, etc.);
  2. Análise de engenharia: depois de analisar os documentos, o banco vai até o imóvel avaliar o valor de venda e as condições de uso;
  3. Prazo: o financiamento pode ser aprovado em um prazo de até 35 anos;
  4. Prestações: aprovado o financiamento, você começa a pagar as parcelas, que são compostas pelo pagamento do saldo principal, mais juros.
  5. Taxa de juros: ela pode ser prefixada (determinada no momento da contratação) ou pós-fixada (atrelada a algum índice, como inflação ou rendimento da poupança);
  6. Tipos de financiamento: existem vários, como o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que usa recursos da poupança e costuma ter taxas mais baixas de financiamento. Tem hipoteca e financiamento diretamente do construtor.

Qual a renda mínima para financiar um imóvel pela Caixa?

Por sorte, hoje em dia, o sonho da casa própria não é tão inacessível assim. Com projetos como o Casa Verde e a Amarela (antigo Minha Casa Minha Vida), é possível financiar ganhando pouco.

Famílias com renda de até R$ 1.800, por exemplo, podem conseguir um bom subsídio de até 90% para imóveis que custem, no máximo, R$ 96 mil. 

Não existe uma renda mínima fixa, ela pode variar de empreendimento para empreendimento. Tudo depende do valor do imóvel, se ele é compatível ou não com a renda da família.

Qual banco financia 100% do imóvel?

A Caixa Econômica financia 100% do imóvel quando existem condições especiais, como as do Feirão da Casa Própria.

Geralmente essa condição é dada a imóveis do programa Casa Verde e Amarela, antigo Minha Casa Minha Vida.

Caixa Habitação

O programa Caixa Habitação oferece muitos recursos para quem quer adquirir um imóvel. É, inclusive, o mais popular.

Nele, é possível financiar um imóvel novo, usado, em construção, ou que se enquadre no programa de habitação social. 

Há ainda opções para imóveis comerciais, caso você seja um empreendedor ou queira comprar para investir, recebendo aluguel.

O site da Caixa Habitação oferece simulação de financiamento e análise de crédito. Além disso, lá estão todas as informações que você precisa saber sobre o financiamento com a Caixa.

Caixa Habitação telefone

Caso você prefira ligar por telefone na Caixa Habitação, o telefone é:

  • 4004.0104 para capitais e regiões metropolitanas;
  • 0800 104 0104 para demais regiões.

App Habitação Caixa

O aplicativo Habitação Caixa também é uma boa opção. Ele pode ser baixado tanto em celulares com sistema operacional iOS, quanto Android.

Atenção às outras despesas

Comprar a casa própria geralmente é a maior despesa que você vai ter na vida. E lembre-se: ela não se resume apenas ao financiamento.

Na hora de se planejar, é importante que você leve em conta todas as despesas. Confira os valores que deverão ser gastos com documentação, reformas, decoração…

Caso você compre na planta, terá que desembolsar com piso, iluminação, armários e móveis. Já na compra de imóveis usados, se bem conservados, você só gastará com os móveis.

Imóveis antigos podem precisar de reformas e reparos. Não se esqueça de considerar cada detalhe

à vista ou parcelado - Grão
Crédito: Creative Commons/ Filipe Castilhos/Sul21.com.br

Decoração da casa própria

Um dos fatores mais legais de ter uma casa própria é poder decorá-la do seu jeitinho. 

Com certeza, você poderá ousar e criar tudo conforme o seu gosto, o que nem sempre poderá ser feito na casa de aluguel.

Confira algumas dicas sobre como decorar com pouco dinheiro.

Conclusão

Comprar a casa própria é uma decisão importante e que deve ser feita com cautela. Caso contrário, é possível contrair uma dívida difícil de ser paga e entrar em uma fria.

Mas, não precisa se assustar: hoje em dia, existem muitas opções de financiamento para todos os bolsos. 

Pesquise com cuidado, se atente aos detalhes e organize suas finanças. Com planejamento e dedicação, esse sonho pode se tornar realidade.

E se você quer melhorar suas finanças, conte com a Grão. Todos os dias trazemos dicas financeiras nas nossas redes sociais: Instagram, Facebook e YouTube.

Por fim, baixe grátis o aplicativo Grão e comece agora a juntar dinheiro! O app é gratuito e está disponível nas principais lojas de aplicativos Google Play ou App Store.

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3 comentários

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    […] Leia também: Casa própria vale a pena? É mesmo um investimento? […]

  • Responder

    […] Leia também: Casa própria vale a pena? É mesmo um investimento? […]

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    […] de carro, bem que é o segundo mais caro que adquirimos ao longo da vida (perde para a casa própria, obviamente). Com a compra do carro, chegam inúmeros outros gastos além da parcela do […]

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