Ainda dá tempo de planejar as férias de julho

Ainda dá tempo de planejar as férias de julho

Antes de você falar a frase clássica, “nossa, como o ano está voando”, já te interrompo e digo: “Calma!

Ainda temos algum tempo para organizar as finanças para curtir as férias do meio do ano”. Até porque, o calendário de férias é fixo. Ou seja, todo ano sabemos que esse período de recesso é sinônimo de crianças em casa e cheias de energia para passear, se divertir, e porque não, viajar.

Quando me referi ao tempo, quis dizer especialmente sobre a capacidade de planejar. Todos nós temos — ainda que, de vez em quando, pareça uma qualidade quase inalcançável.

Voltando às férias de julho… Um pequeno esforço agora pode garantir que esses 30 dias sejam muito legais para curtir em família.

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Primeiro passo: pense no que pretende fazer

Quer viajar? Ficar por aqui, aproveitar para fazer passeios e até incluir um bate-volta? Qualquer que seja o plano, você vai precisar se organizar. Por exemplo, se for viajar, selecione dois ou três destinos, faça cotações e calcule quanto precisa reservar, considerando:

  • local
  • hospedagem
  • passagens ou custo com carro (combustível, pedágios, paradas na estrada)
  • passeios
  • deslocamentos na cidade de destino
  • alimentação
  • despesas extras, incluindo possíveis emergências (farmácia ou pronto-socorro, por exemplo)

Se ficar pela cidade, pensando nas crianças, pesquise alguns roteiros de passeios monitorados, comuns nessa época do ano, recreação, idas a museus e espaços culturais temáticos, cinemas, clubes, refeições e lanches. Coloque os valores aproximados na ponta do lápis.

Segundo passo: inclua o seu filho na organização

No seu controle de despesas, crie uma coluna Férias. Nessa tarefa, inclua seu filho; principalmente se você tem alguma preocupação em formar pequenos cidadãos, que desde cedo aprendem a valorizar o dinheiro e a praticar um consumo consciente.

Um jeito de fazer uma criança criar seu primeiro vínculo com o dinheiro — divertido e educativo, ao mesmo tempo — é recorrer ao tradicional  cofrinho. Quem não teve o seu na infância? Eu me lembro com carinho do meu cofre em formato de porco, quando tinha 10 anos, onde depositei vários sonhos.

Use como argumento o planejamento das férias

Um exercício bacana e bem fácil de entender é combinar uma meta com o seu filho. Por exemplo, escolha um dia de lazer: para ir ao cinema, comer pipoca, depois comer o sanduíche preferido e tomar um sorvete, vocês vão gastar determinado valor.

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Incentive o seu filho a guardar o dinheiro para esse programa.

A primeira lição que ele vai aprender (e levar para a vida!) é que, para realizar algo que deseja, é preciso poupar. Incentive-o a incluir as pessoas próximas da família, como tios e avós, para ajudá-lo a atingir esse objetivo.

Se o seu filho ganha mesada, proponha que deposite metade no cofre. Ele vai sentir que uma dose de esforço vale a pena para conquistar o que se quer.

Quem sabe, naquele almoço de domingo, ele pode vender copos de suco ou brigadeiros (feitos por vocês)? É um jeito gostoso de entender um pouco o processo de venda e compra.

Vocês podem abrir o cofre a cada semana ou quinzena e somar quanto ele juntou até ali. Ajude-o a calcular quanto ainda falta para chegar lá. Que tal ensiná-lo a separar as notas e as moedas pelo valor?

Além de estabelecer um contato sem medo com os números e a matemática, e entender o valor do dinheiro, a melhor parte vai ser quando ele atingir a meta e vocês, juntos, desfrutarem desse momento que vai dar um sabor bem especial às férias.

Photo by Anete Lūsiņa on Unsplash

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