Mesada - Grão

Mesada: o que é? Para que serve? Qual idade ideal?

Muitas pessoas reclamam de não ter aprendido sobre educação financeira mais cedo. Mas você sabia que pode ensinar para o seu filho por meio da mesada?

De fato, a mesada pode ajudar ao ensinar os filhos a lidar com o dinheiro e dar valor a ele. No momento em que você começa a dar dinheiro à criança, ela aprende sobre esperar e poupar para um objetivo.

Caso ainda não saiba o que é mesada e para que ela serve, não se preocupe porque vamos explicar tudo. Além disso, vamos tratar também:

  • Como dar mesada? É melhor mesada ou semanada?
  • Qual valor ideal?
  • Qual idade para receber mesada?

E muito mais.

O que é mesada?

Em resumo, a mesada é um valor em dinheiro que os pais dão aos seus filhos de forma regular. Em geral, pelo nome a mesada é dada a cada mês. Já a semanada é dada a cada semana.

Embora ela seja uma excelente ferramenta de educação financeira, sozinha a mesada não ensina nada.

De fato, os pais precisam dar orientações aos filhos para que eles aprendam a lidar com o dinheiro.

Em outras palavras, a mesada serve para dar um certo grau de independência e tornar real as experiências financeiras.

Assim, as crianças aprendem o custo das coisas e os limites da renda. Outro importante aprendizado é a espera pelo consumo e o poupar.

Por exemplo, um determinado gasto pode demandar que a criança junte duas ou três mesadas para fazer a compra.

No entanto, caso a criança gaste todo o valor nos primeiros dias, ficará sem dinheiro para outros gastos.

Dessa forma, ela aprende a valorizar a mesada buscando descontos e comparando preços. Mas lembre-se de que tudo isso precisa de orientação dos pais e explicações para que faça sentido para as crianças.

Para que serve?

Conforme dissemos acima, a mesada serve para ajudar as crianças a lidar com o dinheiro. Dessa forma, elas podem aprender educação financeira na prática.

No entanto, especialistas afirmam que a mesada não deveria ser usada para comprar o lanche da escola, por exemplo.

Isso porque a criança pode tomar a decisão de trocar o lanche pelo dinheiro, principalmente se for muito jovem.

Além disso, também não é recomendado usar a mesada para comprar roupas, sapatos, nem para atividades extras, como esportes.

Embora tenham muitas tabelas de descontos da mesada, os educadores financeiros fazem alguns alertas.

  • Não se deve trocar mesada por obrigações das crianças, como tirar boas notas e arrumar o quarto. Para que não incentive uma personalidade mercenária e que a criança entenda seus deveres.
  • Se o objetivo é estimular o empreendedorismo, é possível pagar por atividades diferentes dos deveres da criança. Por exemplo: lavar o carro da família, arrumar o quarto do irmão mais novo.

Dessa forma, normalmente, a mesada acaba sendo usada para comprar revistinhas, figurinhas, sorvete, brinquedo, cinema, entre outras coisas.

Mesada - Grão
Foto de Mikhail Nilov no Pexels

Por que a mesada é importante?

A mesada é importante para gerar diversos aprendizados, como:

  1. Em primeiro lugar, saber lidar com dinheiro, entender o custo das coisas;
  2. Planejamento: entender objetivos de curto, médio e longo prazos;
  3. Liberdade de escolha do que comprar, mas sempre com orientação dos pais;
  4. Geração de hábitos financeiros saudáveis, como poupar uma parte do que ganha;

Além disso, é possível até mesmo apresentar para a criança opções de investimento. Na Grão, por exemplo, você pode abrir uma Conta Guardar para seu filho, mesmo menor de idade.

Assim, a criança pode ser estimulada a poupar pelo menos 20% da mesada para objetivos de médio ou longo prazo.

Por que dar mesada aos filhos?

Antes de mais nada, devemos deixar claro que a mesada não é obrigatória.

Caso a família tenha possibilidade de dar a mesada, pode ser um instrumento interessante de educação financeira.

Mas cada família decide se quer ou não, se pode ou não, usar esse recurso. Mesmo sem ele é possível ensinar as crianças a lidar com dinheiro.

A ideia de usar a mesada é chegar a um equilíbrio de não dar tudo nem negar tudo. Mas de criar regras claras sobre idade, frequência e valor.

Um bom argumento para dar mesada aos filhos é ensinar a lidar com a frustração, aprender a esperar. E assim, evita o consumo por impulso.

Além disso, mesmo que a família tenha condições, é educativo negar alguns pedidos de tempos em tempos. Assim, a criança entende que não pode ter tudo sem esforço.

Como dar mesada para os filhos?

No momento em que você decidir dar mesada para os filhos, lembre-se da frase: o combinado não sai caro.

Em outras palavras, as regras da mesada precisam ser claras e combinadas com os filhos.

Os pais podem – e devem – estipular limites para o uso do dinheiro. Por exemplo, para adolescentes, caso a conta de celular ultrapasse o limite, o excedente pode sair da mesada.

O mesmo pode valer para roupas e tênis de marca, mais caros.

Então, vamos para os pontos mais relevantes e que geram mais dúvidas:

Qual o valor ideal?

Assim como mencionamos acima, a mesada não é obrigatória e não tem um valor definido. Ou seja, cada família define o valor que deve dar aos filhos.

Em primeiro lugar, a família deve levar em conta o próprio nível econômico. Já que pais com 1 filho terão condições diferentes daqueles com 4 filhos.

Logo depois, a sugestão é saber a média da mesada dos colegas de turma. Desse modo, o ideal não é ganhar a mesada mais alta nem a mais baixa em relação aos colegas. A média é uma boa opção.

Embora exista uma sugestão americana de dar semanalmente 1 dólar por ano de vida aos filhos, isso não é regra.

Até mesmo porque, a realidade americana é bem diferente da brasileira. Além disso, dentro do Brasil, existem situações familiares muito diferentes por região e até numa mesma cidade.

Então, os pais precisam levar em consideração a própria situação, e a realidade dos filhos.

Por fim, outra dica dos educadores financeiros é: se puder dar R$ 100, dê R$ 50. Em outras palavras, a escassez ensina mais que a abundância.

Dessa forma também fica mais fácil calibrar a mesada com eventuais pequenos ajustes para cima do que para baixo.

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Foto de cottonbro no Pexels

Qual idade para receber mesada?

A segunda pergunta que os pais pensam quando falam em mesada é: a partir de que idade devo dar mesada?

Também não tem uma regra escrita em pedra. Caso os pais queiram aproveitar bem o ciclo de evolução da criança, podem começar aos 6 ou 7 anos.

No entanto, se mesada nunca foi uma preocupação para a família, pode se esperar até os filhos demandarem.

Eventualmente, se a decisão parte dos pais, as crianças podem até não valorizar o dinheiro. Mas se outros amigos receberem, eles podem pedir aos pais.

Lembre-se de aproveitar todas as oportunidades para ensinar sobre o dinheiro, inclusive quando as crianças fizerem o pedido.

Mesada ou semanada?

Por fim, a frequência do pagamento também é um motivo de questionamento. A saber, é importante ter uma periodicidade, seja semanal, quinzenal ou mensal.

Assim a criança não fica sempre pedindo e garante uma das regras que falamos acima. Confira abaixo uma sugestão de mesada conforme a idade das crianças.

  • Até os 6 anos, a criança pode receber um valor eventualmente para fazer pequenas compras. Dessa forma, ela se familiariza com o dinheiro e percebe a relação de troca entre dinheiro e compra.
  • Entre 6 e 7 anos, a sugestão é usar a semanada. Já que a criança ainda está percebendo a questão temporal como um todo.
  • Entre 8 e 11 anos, os pais podem passar a dar dinheiro a cada 15 dias.
  • Depois, a partir dos 12 anos, a criança já terá condições de lidar com a mesada. Ou seja, com um valor para passar o mês.

Cartão mesada: qual o melhor?

Existem diversos cartões pré-pagos para gerir melhor a mesada e evitar até mesmo que a criança perca o dinheiro.

No entanto, é fundamental ficar atento a taxas e tarifas desses serviços. Caso seja muitas, ou altas, é melhor buscar outras alternativas, como um cartão adicional no seu banco.

Mesada digital

As alternativas para oferecer a mesada digital aparecem das mais diversas formas. Quer seja uma conta digital para a criança, um cartão pré-pago ou uma conta conjunta com os pais.

O mais importante sempre é o diálogo e as regras claras sobre a mesada. Então, aproveite as opções de fintechs para ajudar seu filho a aprender a educação financeira na prática.

Como declarar mesada no Imposto de Renda?

De acordo com especialistas em tributação, valores recebidos como doação são isentos de Imposto de Renda. Nesse sentido, precisam ser declarados da seguinte forma:

  • Na ficha de “Rendimentos Isentos”, linha 10 – transferências patrimoniais – doações e heranças”.
  • Será preciso informar o CPF e nome do doador.

Os pais que dão a mesada precisam declarar os valores na ficha “Doações Efetuadas”. Eles também precisarão informar o nome do filho, CPF e o valor total doado.

Em geral, a mesada que os pais dão fica no código 80 – doações em espécie.

Mesada é rendimento tributável?

Não, conforme informado acima, a mesada é uma doação. Dessa forma, ela é considerada um rendimento isento do Imposto de Renda da pessoa física.

Conclusão

Palpitar sobre como educar um filho é certamente entrar num campo mais delicado. De fato, cada família tem sua história e seus valores, não é mesmo? O que vale para uma, não é bem assim para outra.

Por fim, diferentemente de dicas pedagógicas de uma escola, aqui algumas regrinhas são meio universais. Entretanto, sempre incluindo o elemento que vale ouro: o bom senso.

Antes de dar a mesada, é importante explicar ao seu filho que, a partir daquele momento, ele terá o próprio dinheiro. E logo vai aprender o sentido da palavra “guardar”.

Para isso, ofereça um cofrinho, uma caixa. Pode ser até um pote de maionese vazio. O que importa é que ele goste e sinta orgulho do seu pequeno tesouro.

Provavelmente, seu filho dará alguns tropeções no começo, o que também sem dúvida é educativo.

Tudo isso significa dar valor ao dinheiro. E vem, com isso, outra palavra importante: “priorizar”. 

Você pode ajudá-lo a se planejar e priorizar. Então, mais uma vez a organização será essencial.

Como no mundo dos adultos, a vivência da mesada vai ensinar ao seu filho o sentido da terceira palavra: “frustração”.

Quando ele entender que o resultado dependerá de empenho e alguma espera, finalmente você pode se orgulhar de estar oferecendo – mais do que dinheiro – educação financeira.

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