Fintech de ex­Rico oferece aplicação a partir de R$ 1

Fintech de ex­Rico oferece aplicação a partir de R$ 1

A ideia da fintech é incentivar os brasileiros a poupar. A empresa aplica seu caixa em Letras Financeiras do Tesouro (LFT) – o título Tesouro Selic, que acompanha o retorno da taxa básica de juros – e repassa ao cliente uma parte desse rendimento.

Para usar os serviços da fintech, o cliente faz seu cadastro via aplicativo e envia para a Diin, por meio de transferência bancária, o valor para ser investido. A empresa, por sua vez, aplica as quantias recebidas dos clientes em títulos públicos. Quando o investidor quiser fazer o resgate, basta solicitar a retirada. Nesse momento, a Diin devolve o montante acrescido de um rendimento de 90% a 100% do CDI no período em que o valor ficou aplicado.

A fim de evitar que a maior parte de seus clientes paguem pelas transferências via TED ou DOC, a fintech disponibiliza contas nos bancos Itaú, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e Banco Inter para onde o investidor envia o valor desejado.

“A gente compra o título público e distribui o rendimento para os clientes que estão guardando dinheiro conosco”, explica Monica, que compara o investimento a uma “poupança 2.0”. Segundo a executiva, a empresa já tem um caixa próprio alocado nesse título. “Conforme os clientes vão nos mandando dinheiro, alocamos para eles no Tesouro”, disse.

As aplicações, portanto, ficam no nome da Diin, que atua como uma instituição de pagamentos. Para o cliente, é como se aplicação fosse em um título da fintech. Segundo o Banco Central, essas empresas podem “viabilizar serviços de compra e venda e de movimentação de recursos”.

A empresa foi lançada na última semana e ainda está em período de testes, com um número restrito de usuários. Por ter iniciado sua operação recentemente, a Diin ainda estuda outras maneiras de rentabilizar o negócio.

Uma das opções é ficar com a taxa de 0,3% que seria cobrada pela bolsa caso o cliente investisse diretamente no Tesouro Direto por meio de uma corretora. A fintech, por sua vez, só paga à bolsa a taxa sobre o montante total que ela tem aplicado em títulos públicos.

Segundo os executivos, o público-alvo da companhia, a princípio, é aquele menos familiarizado com investimentos. “O foco é fazer a pessoa que não tem o costume de guardar dinheiro, guardar. Mudar o hábito dela. O foco é a pessoa que não poupa”, afirma Meinberg.

O aplicativo está disponível apenas para smartphones com sistema operacional Android, mas os sócios prometem disponibilizá-lo no sistema iOS até o fim do ano.

Fonte: valor.globo.com

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