Existe educação financeira para crianças? Como funciona?

Existe educação financeira para crianças? Como funciona?

Uma preocupação muito saudável e relevante toma conta de muitos pais e responsáveis: como lidar com a necessidade de educação financeira para crianças em um mundo cada vez mais consumista, egoísta e individualista?

 Mais do que apenas pensar nas responsabilidades diante da educação financeira das crianças, há quem questione se os ensinamentos devem ser partilhados pelos pais e responsáveis ou se esta seria uma atribuição da escola (ou até mesmo da vida adulta).

Antes de discutirmos como deve se dar a educação financeira das crianças, que tal responder à pergunta: o que é realmente educação financeira?

Para muita gente, é uma boa planilha. Para outro grupo, gastar menos do que ganha. Para pessoas mais consumistas, educação financeira é parar de comprar tanta coisa. Podemos encher este espaço de respostas, e a verdade é que educação financeira no final das contas será tudo o que aqui estiver escrito.

Segundo a definição da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), a “Educação Financeira não é um conjunto de ferramentas de cálculo, é uma leitura de realidade, de planejamento de vida, de prevenção e de realização individual e coletiva. Assim, faz todo sentido ser trabalhado desde os anos iniciais da vida escolar, afinal, é neste espaço onde damos os primeiros passos para a construção de nosso projeto de vida”.

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Educação financeira para crianças começa em casa

A verdade é que todo e qualquer exercício de cidadania começa em casa, com o nosso exemplo pessoal. Temos que assumir a responsabilidade de influenciar nossos filhos e todas as pessoas que amamos. Em outras palavras, precisamos ser a mudança que queremos ver nos mais jovens.

Educação financeira é agir com responsabilidade. Qual é o primeiro e mais forte exemplo para nossas crianças quando se trata de agir assim? Parece que não, mas desde a mais tenra idade estamos absorvendo muito sobre a vida como ela é, e isso inclui a educação financeira.

Não faz sentido terceirizar a formação do cidadão que existe em nossos pequenos e pequenas. Bons costumes, educação, como lidar com frustrações, obediência a regras, como lidar com dinheiro, aprender a esperar, são várias as lições que passamos de forma indireta (mas também direta, se assim quisermos).

Nosso comportamento diante de uma tentação de consumo “ensina” muito mais aos mais jovens que nossa possível explicação sobre porque não devemos agir de forma impulsiva. No fundo, todo mundo sabe o que precisa fazer quando o assunto é dinheiro, mas o que motiva é a atitude de fato.

Ao olhar para as crianças, imagine ali pequenos cidadãos ainda incapazes de aprender sozinhos, mas ávidos por lições de vida. A pureza das crianças fornece a melhor fase para aprenderem valores, princípios e outros aspectos duradouros da vida – e a educação financeira é um destes temas urgentes.

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Educação financeira para crianças continua na escola

Uma das principais novidades envolvendo educação financeira para crianças é a inclusão, a partir de 2020, do tema nas escolas públicas do Brasil. Tanto o ensino fundamental, quanto o ensino médio terão conteúdos de educação financeira trabalhados em sala de aula, de diferentes maneiras.

Assim, a partir de 2020 todas as escolas brasileiras devem adicionar educação financeira como tema transversal na grade curricular, conforme as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), uma espécie de guia com o mínimo que deve ser ensinado pelas escolas

É uma ótima notícia, mas é interessante compreender que não se trata de uma disciplina “Educação Financeira”, como já existem “Matemática”, “Língua Portuguesa” e por aí vai. Educação financeira não se aprende como tema solto, por isso ele deve ser abordado de forma transversal.

Transversal, como assim? Isso significa que apesar de o tema ser educação financeira para crianças, ele não será necessariamente tratado apenas nas aulas de matemática. O mais importante é lidarmos com as decisões de consumo, escolhas e isso torna essencial que a educação financeira seja vista em praticamente todas as disciplinas.

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O trabalho dos professores será muito importante neste sentido, já que caberá a eles, com a devida orientação do material básico oferecido pela Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), construir as dinâmicas para abordagem da educação financeira dentro das matérias tradicionais.

A educação financeira também estará disponível como disciplina optativa, no quadro Eletivas, uma novidade no currículo escolar neste ano a partir do 6º ano do Ensino Fundamental. Nossas crianças terão cada vez mais e melhor suporte para se situarem como cidadãos no mundo financeiro que as rodeia.

A ponte entre lar e escola precisa ser feita de forma inteligente, com bons exemplos partindo dos pais e responsáveis que reverberam e são consolidados com os exercícios de aprendizado e fixação oferecidos pelos professores. Estes, por sua vez, precisam também praticar e acreditar na educação financeira.

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Guarde para as crianças aqui na Grão

A equipe da Grão está ao seu lado para ajudar você a colocar em prática a educação financeira que vai mudar o mundo das crianças que estão à sua volta. Seu exemplo é o mais importante para criar neles o hábito de guardar dinheiro.

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Comece agora mesmo a guardar também para o futuro de suas crianças. Pouco, muito, não importa. O que vale é guardar e mostrar que isso faz sentido e precisa ser feito sempre. Ah, sabia que agora você também pode pagar contas/boletos e fazer recarga pelo App Grão? Experimente!

Imagem por Sasin Tipchai

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1 comentário

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