Tire todas suas dúvidas sobre IOF

IOF: Tire Suas Dúvidas [Guia Completo]

Saiba tudo sobre o IOF, tire suas dúvidas e confira o guia completo. Acesse agora e tire todas as suas dúvidas.

Saiba tudo sobre o IOF, tire suas dúvidas e confira o guia completo.

O IOF, imposto federal cobrado em diferentes circunstâncias e momentos, confunde você? Não mais. Acompanhe nosso guia.

O que é IOF?

IOF significa Imposto sobre Operações Financeiras e, como o nome diz, é um imposto federal pago em diversas transações.

Por exemplo, nas compras feitas com cartão de crédito, operações de câmbio, empréstimo e até mesmo seguro.

Através da arrecadação, o governo também monitora a economia e sua “temperatura”.

Antes de tudo, este imposto sinaliza o fluxo de movimentações financeiras: quanto mais elas ocorrem, mais “quente” está a economia.

Neste caso, o “quente” quer dizer que a economia está bastante agitada. Outras variáveis são avaliadas em conjunto, é claro.

Por que criaram o IOF?

 O IOF surgiu em um momento de elevada inflação no país e foi oficializado na Constituição de 1988.

O objetivo era ter um imposto que pudesse controlar o mercado financeiro, que girava de forma mais frenética de um dia para o outro.

O dinheiro perdia valor muito rapidamente e os investidores tentavam de tudo para contornar esta realidade.

Assim, a ideia era poder controlar e cobrar dos investidores em caso de excesso – uma interpretação que era do governo.

Apesar de ter sido criado em 1988, a cobrança do IOF como conhecemos hoje só foi acontecer em 1994, com a chegada do Plano Real.

Quanto vou pagar de IOF?

A alíquota varia de acordo com a operação financeira e com o tempo (caso dos investimentos).

Por isso, trouxemos aqui um resumo das situações em que existe cobrança:

  • Quando você compra fora do país usando seu cartão de cartão de crédito (online ou não);
  • Ao usar o cheque especial ou crédito rotativo;
  • Quando você toma um empréstimo;
  • Ao realizar compra e venda de moeda estrangeira;
  • Quando você faz um seguro;
  • Ao resgatar uma aplicação.

IOF do cartão de crédito

A taxa de IOF cobrada no cartão de crédito é de 6,38% sobre o valor total das compras feitas em outra moeda.

Portanto, seus gastos em moeda estrangeira através do cartão estão sujeitos à cobrança do imposto diretamente na fatura.

Não importa se você comprou enquanto estava fora do Brasil ou através da Internet, daqui mesmo, a alíquota será a mesma.

Para compras realizadas dentro do Brasil, em estabelecimentos daqui e em moeda nacional, não há cobrança do imposto.

IOF do cheque especial e rotativo

Não bastasse os juros elevados do cheque especial (até 150% ao ano) e do rotativo (até 300% ao ano), ainda existe cobrança de IOF.

Nos dois casos, incide 0,38% sobre o valor em aberto (atrasado), mais 0,0082% por dia de inadimplência.

Além disso, há uma regra que estabelece um teto máximo diário de 3%, não importando o prazo em aberto da dívida.

IOF do empréstimo

O financiamento de imóvel residencial é isento de IOF. Para os demais, o funcionamento é o mesmo do cheque especial e rotativo.

Ou seja, é cobrado 0,38% de IOF sobre o valor total do empréstimo, mais 0,0082% por dia.

IOF da compra internacional

A alíquota do IOF da compra internacional pode variar de acordo com o meio de pagamento escolhido.

Logo, é importante prestar atenção às taxas praticadas nos diferentes tipos de operação com o câmbio para a compra:

  • Compra de moeda em espécie feita no Brasil: IOF de 1,1%;
  • Compra de moeda em cheque de viagem: 0,38%;
  • Cartão pré-pago: 6,38%;
  • Cartão de crédito (e débito): 6,38%;
  • Transferência bancária internacional de mesma titularidade: 1,1%;
  • Transferência bancária internacional diferente titularidade: 0,38%.

Repare que se você comprou dólares em espécie aqui no Brasil para usar no exterior, terá pago 1,1% de imposto.

Enquanto isso, se levar apenas cartão pré-pago e de crédito, vai pagar 6,38% de taxa de IOF, mais de 5 vezes mais.

IOF nos investimentos e aplicações

Para algumas aplicações, a taxa varia de acordo com o tempo entre o aporte e o resgate.

Letras de Crédito Imobiliária, Letras de Crédito do Agronegócio e a Caderneta de Poupança não têm IOF.

Enquanto isso, outros investimentos em renda fixa, como títulos públicos, fundos DI, Letras de Crédito e CDBs cobram IOF.

O imposto incide sobre os rendimentos durante os primeiros 30 dias, ou seja, sobre os juros ganhos com a aplicação.

O seu dinheiro guardado na Grão fica sempre investido em títulos públicos de baixa volatilidade, então existe incidência.

No entanto, se você guardar seu dinheiro por pelo menos 30 dias, o imposto não será mais cobrado.

Tabela de IOF para investimentos

Para entender melhor a cobrança nas aplicações, veja a tabela que mostra como a taxa vai caindo ao longo de 30 dias.

Tabela de IOF para investimentos e aplicações

Na Grão, depois de 30 dias, não existe mais IOF?

Isso mesmo! Basta guardar na Grão por mais de 30 dias e o governo não cobrará IOF, pois ele vai diminuindo com o passar dos dias.

Assim, a cada novo montante que você guardar, você deve manter esse dinheiro guardado por no mínimo 30 dias para ficar isento.

Cada aporte tem seu dia de aniversário, então veja esse exemplo para compreender melhor:

  • Você depositou R$ 100,00 no dia 10/08. Todos os ganhos desta aplicação ficarão isentos a partir de 10/09;
  • Você então depositou mais R$ 50,00 no dia 15/08. Os ganhos deste aporte ficarão isentos a partir de 15/09;
  • Repare que entre 10/09 e 15/09, você ainda tem R$ 50,00 com ganhos que serão tributados.

Assim, o ideal é sempre pensar que ao guardar dinheiro, você deve ser capaz de esperar pelo menos 30 dias antes de resgatá-lo.

IOF para seguros

Há uma variação na taxa do IOF quando o assunto é seguro: de 0,38% até 25%.

Além disso, a alíquota neste caso pode incidir sobre o prêmio ou sobre o valor pago à seguradora.

Por exemplo, em um seguro de carro o imposto é de 7,38% sobre o valor pago à seguradora. No seguro de vida, 0,38% sobre o prêmio.

Tabela resumo do IOF

Para facilitar sua vida, preparamos uma tabela que resume as principais alíquotas de IOF, de acordo com cada operação: 

OperaçãoAlíquota
Compras no exterior com o cartão6,38%
Compra ou venda de moeda estrangeira1,1%
Empréstimo (financiamento)0,38% + 0,0082%* ao dia, limitado a 3%
Cheque especial ou Rotativo do cartão de crédito0,38% + 0,0082% ao dia, limitado a 3%
Investimentos e aplicaçõesZero a 96% sobre os rendimentos
Seguro de vida0,38%
Seguro de bens7,38%

Como calcular o IOF? 

Para saber quanto você vai pagar de IOF, basta multiplicar o valor passível de incidência pela taxa correspondente.

Por exemplo, se você fizer uma compra internacional no cartão no valor de R$ 500,00, pagará R$ 31,90 de imposto.

Assim, faça questão de avaliar bem seus gastos e transforme o controle financeiro em uma prática constante.

Como pagar menos IOF? Como não pagar IOF?

Evite ao máximo se endividar, seja no cheque especial, cartão de crédito ou através de empréstimos.

Se você for viajar para o exterior, preste atenção nas alíquotas de IOF para dinheiro em espécie e cartão.

Além disso, lembre-se de esperar pelo menos 30 dias quando guardar seu dinheiro na Grão ou fizer alguma aplicação.

Agindo assim, você pagará menos IOF e ainda será capaz de ajustar as contas e ficar em paz com seu dinheiro.

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Hoje você aprendeu tudo sobre IOF, suas taxas e como não pagar tanto imposto sem necessidade.

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Photo by William Iven on Unsplash

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1 comentário

  • Responder

    […] Dessa forma, há o repasse da rentabilidade dos títulos públicos para os clientes. Mas, com isso, há também a cobrança de Imposto de Renda e IOF. […]

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